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domingo, 6 de janeiro de 2013

Fantasma Palocci coloca saia justa em vereadores / Entrevista Entrevista - Kabengele Munanga


Repassando:
Entrevista - Kabengele Munanga

“A educação colabora para a perpetuação do racismo”

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a Adriana Marcolini
Nascido no antigo Zaire, atual República Democrática do Congo, em 1942, o professor de Antropologia da Universidade de São Paulo Kabengele Munanga aposentou-se em julho deste ano, após 32 anos dedicados à vida acadêmica. Defensor do sistema de cotas para negros nas universidades, Munanga é frequentemente convidado a debater o tema e a assessorar as instituições que planejam adotar o sistema. Nesta entrevista, o acadêmico aponta os avanços e erros cometidos pelo Brasil na tentativa de se tornar um país mais igualitário e democrático do ponto de vista racial.

Retrato do professor da USP Kabengele Munanga, estudioso do racismo
CartaCapital: O senhor afirma que é difícil definir quem é negro no Brasil. Por quê?
Kabengele Munanga: Por causa do modelo racista brasileiro, muitos afrodescendentes têm dificuldade em se aceitar como negros. Muitas vezes, você encontra uma pessoa com todo o fenótipo africano, mas que se identifica como morena-escura. Os policiais sabem, no entanto, quem é negro. Os zeladores de prédios também.

CC: Quem não assume a descendência negra introjeta o racismo?
KM: Isso tem a ver com o que chamamos de alienação. Por causa da ideologia racista, da inferiorização do negro, há aqueles que alienaram sua personalidade negra e tentam buscar a salvação no branqueamento. Isso não significa que elas sejam racistas, mas que incorporaram a inferioridade e alienaram a sua natureza humana.

Sem cotas raciais, as políticas universalistas não são capazes de diminuir o abismo entre negros e brancos no País, afirma o especialista
CC: O mito da democracia racial, construído por Gilberto Freyre e vários intelectuais da sua época, ainda está impregnado na sociedade brasileira?

KM: O mito já desmoronou, mas no imaginário coletivo a ideia de que nosso problema seja social, de classe socioeconômica, e não da cor da pele, faz com que ainda subsista. Isso é o que eu chamo de “inércia do mito da democracia racial”. Ele continua a ter força, apesar de não existir mais, porque o Brasil oficial também já admitiu ser um país racista. Para o brasileiro é, porém, uma vergonha aceitar o fato de que também somos racistas.
CC: O senhor observa alguma evolução nesse cenário?
KM: Houve grande melhora. O próprio fato de o Brasil oficial se assumir como país racista, claro, com suas peculiaridades, diferente do modelo racista norte-americano e sul-africano, já é um avanço. Quando cheguei aqui há 37 anos, não era fácil encontrar quem acompanhasse esse tema. Hoje, a questão do racismo é debatida na sociedade.

CC: O sistema de cotas deve ser combinado com a renda familiar?
KM: Sempre defendi as cotas na universidade tomando como ponto de partida os estudantes provenientes da escola pública, mas com uma cota definida para os afrodescendentes e outra para os brancos, ou seja, separadas. Por que proponho que sejam separadas? Porque o abismo entre negros e brancos é muito grande. Entre os brasileiros com diploma universitário, o porcentual de negros varia entre 2% e 3%. As políticas universalistas não são capazes de diminuir esse abismo.

CC: Somente os estudantes vindos da escola pública são incluídos nas cotas?
KM: Sim, com exceção da Universidade de Brasília (UnB). Lá, as cotas não diferenciam os que vêm da escola pública e os da particular. Porém, em todas as universidades o critério é uma porcentagem para os negros, outra para os brancos e outra para os indígenas, todos provenientes da escola pública. Dessa forma, os critérios se cruzam: o étnico e o socioeconômico. Tudo depende da composição demográfica do estado. Em Roraima, por exemplo, sugeri que se destinasse um porcentual maior para a população indígena, proporcional à demografia local.

CC: Quantas universidades adotaram o sistema de cotas no Brasil?
KM: Cerca de 80. É interessante observar que há muita resistência nas regiões Norte e Nordeste. Lá eles ainda acreditam que a questão seja apenas social.

CC: O sistema deve passar por avaliação para definir a sua renovação ou suspensão?

KM: Qualquer projeto social não deve ser por tempo indeterminado. No sistema em vigor, algumas universidades estabeleceram um período experimental de 10 anos, outras de 15. Posteriormente, vão avaliar se seguem adiante.

CC: Em sua opinião, por que a Universidade de São Paulo ainda não aprovou as cotas?
KM: A USP poderia ter sido a primeira universidade a debater o sistema, porque aqui se produziram os primeiros trabalhos intelectuais do Sudeste que revelaram o mito da democracia racial. Como é uma universidade elitista, ficou presa à questão de mérito e excelência. Não é oficial, mas está no discurso dos dirigentes. A outra refere-se à questão do mérito. Eles ainda acreditam que o vestibular tradicional seja um princípio democrático. De certo modo acredito que a Universidade de São Paulo ainda esteja presa ao mito da democracia racial. Entre as universidades paulistas, apenas a Federal de São Paulo adotou as cotas. A Unesp também está de fora.

CC: O racismo é uma ideologia. De que forma podemos desconstruí-la? Qual o papel da escola?
KM: Como todas as ideologias, o racismo se mantém porque as próprias vítimas aceitam. Elas o aceitam por meio da educação. É por isso que em todas as sociedades humanas a educação é monopólio do Estado. Falo da educação em sentido amplo, ou seja, aquela que começa no lar. A socialização começa na família. É assim que, enquanto ideologia, o racismo se mantém e reproduz. A educação colabora para a perpetuação do racismo.

CC: A escola brasileira está preparada combater o racismo?
KM: As leis 10.639 e 11.645 tornam obrigatório o ensino da cultura, da história, do negro e dos povos indígenas na sociedade brasileira. É o que chamamos de educação multicultural. As leis existem, mas há dificuldades para que funcionem. Primeiro é preciso formar os educadores, porque eles receberam uma educação eurocêntrica. A África e os povos indígenas eram deixados de lado. A história do negro no Brasil não terminou com a abolição dos escravos. Não é apenas de sofrimento, mas de contribuição para a sociedade.
CC: Uma estudante angolana foi assassinada recentemente em São Paulo, mas a mídia não deu a devida atenção. Por que isto acontece?
KM: A imprensa é um microcosmo da sociedade e ignora, ou finge ignorar, o racismo. Por isso, quando ocorre um fato desta natureza, não o julga devidamente. Mas a mídia brasileira também não dedica espaço para o continente africano.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Denúncia - Acorda Brasil Nóbio / Moradia: Obra anunciada pela Prefeitura de Ribeirão não tinha sido aprovada / Buracos de Ribeirão viram ‘celebridades’ na rede

 Denúncia - Acorda Brasil Nóbio :  Brasil 98 x 2 Canadá

 Ajudem divulgar este vídeo

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Sábado, 29 de Dezembro de 2012 - 20h44
Moradia: Obra anunciada pela Prefeitura de Ribeirão não tinha sido aprovada
Adequações legais e ambientais elevaram valores de unidades que serviriam para baixa renda
Marcelo Fontes
Foto: Joyce Cury / A Cidade
Comercialização começou no início do mês, para outras faixas de renda. A Prefeitura de Ribeirão Preto anunciou, em fevereiro, uma parceria para a construção de 975 apartamentos sem que o projeto estivesse aprovado pela Secretaria de Planejamento. O anúncio ocorreu no início do ano eleitoral em que a prefeita Dárcy Vera (PSD) se reelegeu.
Os imóveis, localizados na estrada Antônia Mugnato Marincek, entrada do bairro Ribeirão Verde, na zona Leste, seriam voltados para famílias com renda de até três salários mínimos e moradores em áreas de risco. O financiamento seria por meio do programa Minha Casa Minha Vida II.
Após passar pela pasta de Planejamento, o projeto precisou ser modificado para obedecer a legislação ambiental e passou para a faixa de três a seis salários mínimos. "O valor dos apartamentos subiu. Por isso, mudamos os planos", disse o superintendente da Cohab-RP (Companhia Habitacional de Ribeirão Preto), Silvio Martins.
No domingo passado, A Cidade mostrou que os apartamentos da primeira fase do empreendimento começaram a ser comercializados no início de dezembro. Na ocasião, a prefeitura não soube informar porque os moradores em áreas de risco e as famílias que recebem até três salários não foram contemplados.
Legislação ambiental
Segundo Martins, o projeto apresentado na parceria entre a prefeitura e a construtora deixava reservado 35% do terreno para área verde. A zona Leste, porém, é área de recarga do Aquífero Guarani e todos os empreendimentos na região precisam deixar 50% do terreno permeabilizado.
"O aumento de área verde fez o valor dos imóveis ultrapassar R$ 100 mil, limite para a renda familiar de até três salários mínimos", afirmou o superintendente da Cohab. Em nota enviada ao A Cidade, a incorporadora Vitta Residencial, responsável pelo empreendimento, confirmou a versão da prefeitura. A empresa disse que "adequou o projeto imobiliário inicial para a faixa salarial entre 3 e 6 salários mínimos em virtude de exigências técnicas e legais ainda na fase de planejamento".

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Sábado, 29 de Dezembro de 2012 - 20h46
Buracos de Ribeirão viram ‘celebridades’ na rede
Publicitário cria concurso fotográfico para eleger buraco mais bonito de Ribeirão Preto; outras ações são previstas
José Manuel Lourenço


 Foto: 15. out. 2012 - weber sian / A Cidade

De forma bem humorada, campanha na internet alerta para dificuldades de andar por Ribeirão Preto sem cair em buracosInconformado com a falta de respeito da população com os buracos, um publicitário ribeirão-pretano resolveu lançar uma campanha na Internet, destinada a fazer com que essas ‘entidades’ possam, finalmente, receber o reconhecimento que merecem. Há menos de um mês, Arley Makeiby, de 20 anos, usou a maior rede social do mundo para lançar o concurso de fotografia "Buraco Mais Bonito de Ribeirão".
Há pouco mais de um mês, ele criou no Facebook a página "Ribeirão Preto Depressiva", uma crônica bem humorada das mazelas locais. Entre elas, a triste sina dos nativos nas suas tristes e inúteis tentativa diária de superar os buracos. "A intenção é fazer uma coisa bem-humorada para um problema sério de Ribeirão Preto", contou.
O concurso já tem até uma página na Internet, onde os interessados em participar podem conhecer o regulamento, objetivos e outras informações (vejaao lado). "Ao final, vamos fazer um dossiê com as fotografias e, se possível, entregar para a prefeita Dárcy Vera", contou o publicitário.
Haja buraco
Falta de material não é problema. Com a chegada da estação das chuvas, de janeiro a março, cerca de 22 mil novos buracos devem surgir em Ribeirão Preto, para desespero de motoristas e alegria de mecânicos. Psicólogos e outros especialistas em controle da raiva também podem faturar alto com a chegada da temporada dos buracos.
É quase estatisticamente impossível escapar deles, pelo menos de carro, ônibus, caminhão, moto, bicicleta, charrete, triciclo, patinete, skate e patins. Às vezes, até a pé. Não acredita? Em fevereiro deste ano, uma idosa de 74 anos teve de ser submetida a uma cirurgia depois de cair em um buraco de 1,5 m de profundidade, em plena avenida Independência. Um mês antes, quatro passageiros de um ônibus de transporte urbano também acabaram no hospital, depois de terem saído do veículo diretamente para uma cratera na avenida Luzitana, na zona Sul.
Sucesso na rede
A relação de ódio aos buracos já se refletiu no Facebook do Ribeirão Depressiva. Até esta semana, cerca de cinco mil pessoas já "curtiram" a página, três mil só na última semana. "Esse número prova que os buracos são um problema presente no dia a dia das pessoas", disse Arley Makeiby.
Alguns leitores, além de apontarem buracos escabrosos pela cidade, ainda dão dicas de futuras campanhas, como a escolha da pior praça de Ribeirão Preto, assim como a pior calçada. Além disso, segundo Arley, já está engatilhada a próxima campanha cívico-anárquica: "Peça Nota Fiscal para Flanelinhas".

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Comprar / Crônica / Apelo Avaaz


Ricardo Rutigliano Roque
23 de dezembro de 2012 08:30

O Morro Vai à Praia - crônica.

Um culto à escatologia sobe os morros, mas a política pública fica parada.
Em água sem peixe é desnecessário seivar pra pescar ou oferecer matéria orgânica ao manguezal inexistente, aterrado pra fazer cais de porto, pois assim o mar deixa de tê-lo como maternidade de seus alevinos.
A política pública sobe os morros e, com máquina cava a terra, ali deposita manilhas, com boca suficiente, na porta das casas, pra receber sua água servida.
...mas a conta do final de mês também sobe o morro, com valor acrescido por tal conexão ter sido feita - custeado pelo morador, este que assim prefere ficar parado e, no conforto, se iguala à política pública inercial.
"Positiva e operante" a fossa séptica em morro!?
Ela capta... mas transborda com água da chuva e com ela desce, dali por simples força da gravidade, quando desemboca nos canais e vai dar à praia, assim contaminada.

Autor: Ricardo Rutigliano Roque, no link:
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Caros amigos,
Escravo aos 5 anos


A Índia está demorando para votar a lei mais dura de combate ao trabalho infantil da sua história, porque os polítcos dizem que ela não é uma ‘prioridade’! Porém, a maioria dos parlamentares apoia esse projeto de lei e tudo o que eles precisam é de pressão pública para levá-lo à votação. Vamos fazer ouvir nossas vozes pelas crianças da Índia. Assine agora:
O Parlamento indiano está encerrando 2012 sem haver votado a lei de combate ao trabalho infantil mais dura de sua história. Pior: o projeto de lei conta com o apoio da maioria dos parlamentares, mas ficou encalhado por semanas porque eles não a consideraram como 'prioridade'!
A Índia é a capital do trabalho infantil -- crianças a partir de cinco anos são vendidas a traficantes e forçadas a trabalhar como escravos dos dias modernos, sofrendo abusos e agressões físicas. Histórico, o novo projeto de lei iria banir completamente qualquer tipo de trabalho realizado por crianças com menos de 14 anos e proporcionar auxílios financeiros para famílias pobres, para que elas mantenham seus filhos na escola. Mas os parlamentares permitiram que o projeto de lei escorregasse de suas agendas, e grupos indianos de defesa dos direitos da criança afirmam que necessitam urgentemente da nossa ajuda, agora, para aumentar a pressão pública.
Se a comunidade da Avaaz se unir em torno da causa, podemos gerar uma onda de atenção para o projeto de lei e levar os parlamentares a votá-lo. Assine esta petição urgente e compartilhe com todos que você conhece -- quando chegarmos a um milhão de assinaturas, transmitiremos nossa mensagem ao Parlamento, juntamente com ex-trabalhadores infantis:
http://www.avaaz.org/po/india_child_labour_g1/?bopcxdb&v=20482

Impressionantes 215 milhões de crianças trabalham em minas, pedreiras e fábricas em todo o mundo. Todas as nações assinaram um acordo para colocar a erradicação do trabalho infantil no centro dos seus planos nacionais para a educação. Entretanto, a Índia é o lar do maior exército de trabalhadores infantis do mundo. Se a nova lei for aprovada, ela iria banir todo tipo de trabalho para crianças com menos de 14 anos de idade e todo tipo de trabalho perigoso para menores de 18 anos. A nova lei conta até mesmo com provisões para garantir que as famílias mais pobres não sejam prejudicadas -- preservando o direito à educação gratuita e propondo auxílios financeiros para compensar qualquer perda. 
Críticos afirmam que o verdadeiro problema não é a lei, mas a sua má execução. E é verdade que, nos últimos três anos, menos de 10% das 450.000 denúncias de trabalho infantil na Índia foram julgadas sob a lei existente, mais fraca. Mas a nova lei tem um efeito bem mais forte. A polícia não vai mais precisar esperar por um mandado judicial para agir. Todas as formas de trabalho infantil comercial para crianças menores de 14 anos serão criminalizadas e, ao invés de multas sem sentido ou breves sentenças de prisão, os criminosos vão ter que encarar penalidades duras.
Enquanto a maioria dos parlamentares diz que irá apoiar o projeto de lei, não há nenhuma urgência política para levá-lo à votação. Mas, a cada dia de atraso, mais crianças são forçadas a uma vida de miséria em alguma fábrica clandestina. Assine a petição para os parlamentares indianos agora e compartilhe com todos:

http://www.avaaz.org/po/india_child_labour_g1/?bopcxdb&v=20482
A comunidade da Avaaz já fez campanhas para proteger as crianças e pessoas em situações mais vulneráveis diversas vezes. Apenas há algumas semanas, 1.2 milhões de nós nos unimos para ajudar a aprovar um plano de educação abrangente no Paquistão. A maneira como tratamos nossas crianças é um reflexo dos nossos valores morais -- e está na hora de dar passos firmes contra os abusos sofridos por elas. Vamos nos unir para lutar pelo futuro das crianças que estão sofrendo na Índia.
Com esperança e determinação,
Jamie, Alice, Alex, Alaphia, Lisa, Jeremy, Ricken, Dalia, Rewan, Michelle e toda a equipe da Avaaz

MAIS INFORMAÇÕES:
Índia propõe banir o trabalho infantil (em inglês) (Washington Post)
http://www.washingtonpost.com/world/india-proposes-ban-on-child-labor/2012/08/29/ef9d802a-f1f2-11e1-a612-3cfc842a6d89_story.html
Preparativos para a nova lei de combate ao trabalho infantil (em inglês) (The Hindu)
http://www.thehindu.com/opinion/op-ed/article3878212.ece

Mais de 60 milhões de trabalhadores infantis na Índia (em inglês) (India Tribune)
http://www.indiatribune.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2884:over-60-million-child-laborers-in-india
35 trabalhadores infantis resgatados de fábricas em Délhi (em inglês) (Business Line)
http://www.thehindubusinessline.com/industry-and-economy/economy/35-child-workers-rescued-from-delhi-factories/article1694550.ece
Acabe com o trabalho infantil e com as deficiências educacionais - relatório e filme (em inglês)

 Apoie a comunidade da Avaaz!
Nós somos totalmente sustentados por doações de indivíduos, não aceitamos financiamento de governos ou empresas. Nossa equipe dedicada garante que até as menores doações sejam bem aproveitadas:

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Movimento Pró Moradia e Cidadania - ações de campo

MORADORES DO ENTORNO DO AEROPORTO LEITE LOPES REUNIDOS NA DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO

 Dia 19 de dezembro houve reunião na Defensoria Pública do Estado de São Paulo com o defensor público Dr. Paulo Giostri  e representantes das  comunidades Jardim Aeroporto, Vila Brasil, NAJURP-Núcleo de Assessoria Jurídica da Faculdade de Direito da USP-RP e Movimento pró Moradia e Cidadania.
Foram discutidas as ações jurídicas cabíveis para garantir-se o direito de moradia das famílias que estão ameaçadas de expulsão ou desapropriação face ao projeto de expansão do Aeroporto Leite Lopes.
Embora ainda não estejam homologadas pela ANAC-Agência Nacional de Aviação Civil a definição de um Plano Estratégico de Zoneamento de Ruído para as respectivas obras, (o que está em vigor é um Zoneamento de Ruído de 1984) o DERSA-Desenvolvimento Rodoviário S.A., empresa da Secretaria Estadual de Logística e Transporte do governo do Estado de São Paulo, está procedendo um cadastramento local com visitas à moradores que deverão ser removidos caso estejam na chamada Curva de Ruído 1.
A questão crucial é que esse cadastramento está criando uma situação angustiante para as famílias residentes na localidade,muitas há mais de 20 anos, que não estão incluídas em nenhum programa habitacional do município ou Estado.
Na incerteza dessas ações, os moradores buscam a intervenção da Defensoria Pública no sentido de articular com os órgãos públicos providências que possam proteger os direitos civis dessas famílias.
Próxima reunião ocorrerá no dia 10 de janeiro onde as medidas jurídicas e entendimentos administrativos deverão ocorrer.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Coluna Parabolica / Fígado gordo / Informes Avaaz / MP quer anular eleição em RP


Coluna Parabólica, jornal Tribuna Ribeirão.

SÍLVIA MARIA SEIXAS PODE SER a novidade petista no segundo mandato de dona prefeita Dárcy Vera, PSD. Há negociações entre os partidos. E divisões de opinião, também. O PT caipira está longe de ser unanime.
DE UM LADO, DÓCEIS PETISTAS que entendem ser essa uma boa oportunidade para marcar presença e fazer um pé-de-meia eleitoreiro. Acreditam que, mesmo com a ocupação de uma pequena parcela de Poder, aumentam as chances para 2014.
OU SEJA, OS TRABALHADORES FARIAM da assistente social Sílvia Maria uma espécie de trampolim eleitoreiro para viabilizar algum nome em 2014. O PT caipira quer voltar a frequentar o Legislativo ou o Congresso Nacional.
DE OUTRO LADO ESTÃO OS RADICAIS de quase sempre, nada dispostos a passar recibo do que classificam de pequenez do partido. Entendem que a nomeação – Sílvia Maria ocuparia um gabinete especial de combate às desigualdades –...
...SERIA PESSIMAMENTE RECEBIDA pela opinião pública. Uma espécie de pagamento pelo desempenho do PT no segundo turno – o partido apoiou explicitamente a reeleição de dona prefeita. O diálogo tem sido amistoso, por enquanto.
OS COMANDOS REGIONAL E NACIONAL dos Trabalhadores já acenaram positivamente, mas deixaram a questão para ser debatida e solucionada pelo petismo caipira. Não quer impor vontades e nem ferir suscetibilidades. Promete silenciar-se.
DIFÍCIL, MESMO, SERÁ CONVENCER a bancada de dois vereadores eleitos – Sílvia Maria é a primeira suplente. O médico Jorge Parada, reeleito, parece querer endurecer o jogo. Já se definiu pelo não. Quer independência legislativa.
PARA NÃO TER DÚVIDAS, MANDOU recado duro e convincente aos cardeais do partido. Diz que “teria sérias dificuldades para assumir a defesa de um Governo que ele tanto combateu, como integrante da oposição”. O PT educadamente ouviu.
O ELEITO BETO CANGUSSU, QUE retornar ao Legislativo após quatro anos de abstinência eleitoral, deve ser ainda mais radical. Agiu com independência e ótica pessoal até mesmo quando o PT foi Governo, com Antônio Palocci.
UM CONHECIDO CAPA PRETA DO petismo caboclo faz questão de lembrar duas de suas estrepolias políticas. Foi ele quem conduziu a votação para derrubar as intenções de Palocci em contratar uma empresa de informática de Curitiba.

AS CIFRAS JÁ ERAM MILIONÁRIAS à época. Beto Cangussu denunciou o contrato, votou contra e encaminhou a votação. Tudo isso depois de ter assumido com o próprio PT e o prefeito que votaria a favor do projeto.
VIROU MANCHETE NA GRANDE MÍDIA. Recebeu o reconhecimento de parlamentar independente, que impôs a primeira grande derrota política ao chefão Antônio Palocci. Um mês depois e ele retorna ao noticiário. Com o mesmo brilho e destaque.
DESTA VEZ, AO DENUNCIAR O QUE ficou conhecido como o escândalo do painel eletrônico, levando o então presidente Sílvio Martins, PMDB, e o vice Jorge Parada ao banco dos réus. O processo tramita até hoje.
POIS BEM, É NESSE CLIMA DE absoluta incerteza que o PT terá que resolver pendengas internas. Terá de anunciar se vai tornar-se Governo ou se encarna a oposição. Quem vai colocar o guizo no gato?
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José Fernando Cardoso Chiavenato
· Coluna Parabólica, jornal Tribuna Ribeirão.

A ASSESSORIA POLÍTICA DO DEPUTADO Edinho Silva, também presidente regional do PT, quer intrigá-lo com esta nada humilde coluna. Fique à vontade. Envia carta a redação para desprezar texto publicado por aqui.
ENTRE OUTRAS BOBAGENS, PARA melhor proteger quem não pediu ou necessita de proteção, os vigilantes petistas alegam ser equivocadas as críticas internas do petismo caipira ao presidente da legenda. Estão mal informados.
O PRÓPRIO CANDIDATO JOÃO GANDINI, durante entrevista ao professor Cassoni, deixou claro sua decepção com o partido e muitos de seus dirigentes. Edinho Silva, entre eles. Disse ter faltado apoio na disputa de primeiro turno.
PARA AMENIZAR O AMBIENTE, OS bajuladores oficiais se derretem em falsas juras de admiração pelo juiz aposentado, galgando-o ao posto de ‘um futuroso político petista’. Estão mal informados; deveriam enxergar as entrelinhas.
O PRÓPRIO JOÃO GANDINI, AINDA como entrevistado de ‘A Grande Entrevista’, deixa claro e notório a insatisfação que vive no PT caipira. E não faz segredo de seu futuro político. E nem descarta uma possível troca de legendas.
O TEXTO BAJULATÓRIO VAI ALÉM. Quer retratação quanto ao embate entre petistas e tucanos. Nega que a intenção do PT seja de contradizer ou contrariar o governador Geraldo Alkimin, já com vistas às eleições de 2014.
COM A MESMA DISPOSIÇÃO COM QUE lembra que ‘os presidentes Lula e Dilma inauguraram um diálogo republicano com governos de outros partidos’, o texto lamenta que “o governador paulista continue autoritário e arbitrário”.
POR FIM, TALVEZ NÃO POR ÚLTIMO, a bajulação admite que Edinho Silva só se deslocou a Ribeirão Preto atendendo solicitação expressa de dona prefeita Dárcy Vera, PSD. Ela, garante o texto, queria alguém para lutar pela instalação da FATEC.

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Vista-se: Você sabe como é produzido o “foie gras” (fígado gordo)?
   
Você sabe como é produzido o “foie gras” (fígado gordo)?

Um dos “alimentos” mais cruéis do planeta na mira da mídia, de novo
Desde o último dia 02 de julho, domingo, é proibido produzir ou vender foie gras na Califórnia, EUA (veja aqui). A proibição reacendeu a polêmica sobre uma das iguarias mais polêmicas e antigas do mundo. Cultuado especialmente na França, o foie gras(fígado gordo) é um órgão propositalmente adoecido para que ganhe peso e gordura. Para deixar os fígados de gansos e patos maiores e mais gordurosos que o normal, os produtores proporcionam uma dolorosa alimentação forçada através de canos que vão direto ao estômago dos animais. Várias vezes ao dia.
Não bastasse a dor e o desconforto de ficar em gaiolas minúsculas por toda a vida e terem suas gargantas atravessadas por canos de ferro o dia todo, os animais sofrem ainda com a dor de ter o fígado doente e muito grande. No final, têm suas gargantas cortadas e são abertos para a retirada dos fígados gordurosos.
Campanha espanhola revela os horrores das fazendas de foie gras
Ontem, a ONG espanhola Igualdad Animal lançou uma campanha impressionante contra o foie gras. São vídeos e fotos em alta definição de investigações recentes da ONG na região da Catalunha. As investigações deram origem ao site www.granjasdefoiegras.org. O material impressiona pela alta qualidade das imagens que mostram, em detalhes, todo o horror envolvido neste tipo de “alimento”.
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Seu kit pessoal para mundar o mundo

Ricken Patel - Avaaz.org <avaaz@avaaz.org>

Pense em uma campanha que você queira fazer -- sobre qualquer tema -- e comece sua petição. Leva apenas alguns minutos. Se sua petição for bem sucedida, ela poderá se tornar uma campanha da Avaaz, seja para membros da Avaaz que estão na sua região ou uma campanha mundial. Clique abaixo e dê início à sua campanha!
A Avaaz lançou uma excelente nova ferramenta em 2012 e estamos convidando todos os membros da comunidade a usarem-na!
Cada vez mais estamos vendo como nossas petições ajudam a vencer campanhas que estão construindo o mundo que queremos. Agora, o website Petições da Comunidade oferecerá ferramentas para pessoas apaixonadas como você poderem iniciar, organizar e vencer suas próprias campanhas.
Seja para impedir uma escola de ser fechada, salvar uma floresta do desmatamento, barrar uma empresa poluidora, ou até mesmo fazer um político cumprir suas promessas, esse kit de ferramentas tem tudo o que você precisa para ir atrás da sua causa. Leva apenas alguns minutos para começar e depois nós lhe ajudaremos durante o percurso. Clique no link e comece já!
http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?cl=2291781452&v=20151
Qualquer um pode começar uma campanha, e apesar delas não serem automaticamente endossadas pela Avaaz, se sua petição for bem-sucedida, nós poderemos considerá-la uma campanha da Avaaz e enviá-la para nossos membros na sua região ou ao redor do mundo.
A Avaaz testou campanhas online por anos – e funciona! Agora nós criamos um kit de ferramentas fácil de usar para que todos possam fazer o mesmo. Tudo que você precisa fazer é decidir o assunto que quer abordar e clicar para experimentar:
http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?cl=2291781452&v=20151
Membros da Avaaz já alcançaram vitórias incríveis. Quando milhares de pessoas assinaram a petição de Shanker para salvar seus companheiros indianos estagnados no Bahrein por empregadores abusivos, o maior jornal da Índia disse que sua "voz solitária ganhou o apoio de milhares na Internet" e ajudou a libertar os trabalhadores. Na Nova Zelândia, Leona, de 17 anos, criou uma petição para proteger uma reserva marinha intocada da poluição das fazendas de peixes. A petição foi assinada por tantas pessoas que um grande jornal disse que "ela demonstrou uma oposição pública esmagadora" e fez disso uma questão que os políticos não poderiam ignorar.
Com muito respeito e esperança,
Ricken
P.S. Se você acha que ainda não está preparado para começar sua própria campanha, considere encaminhar esse email para um amigo. Todos nós conhecemos alguém que está ansioso para mudar o mundo, ou uma parte dele. Essa nova ferramenta pode ser a maneira de fazer isso acontecer: http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?cl=2291781452&v=20151
MAIS INFORMAÇÕES:
Campanha online ajudou trabalhadores indianos no Bahrein (em inglês) (The Times of India)
http://articles.timesofindia.indiatimes.com/2012-07-20/madurai/32763903_1_bahrain-travel-ban-nass-corporation
Adolescente apresenta petição sobre criação de salmão (em inglês) (Marlborough Express)
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Veja o que criamos juntos. Incrível, não?

Com o ano de 2012 quase chegando ao fim, queria tirar alguns minutos para parar e refletir sobre essa linda – e insana – comunidade de esperança que todos nós criamos juntos. Os números são eletrizantes --
17.2 milhões estão recebendo esse email hoje – e os números continuam a subir. Quase dobramos de tamanho nos últimos meses!
Somos de todas as 194 nações. 1.7 milhão no Brasil, 1.6 milhão na França, 773 mil na Índia. Veja o mapa da comunidade;
Foram mais de 100 milhões de mobilizações, online e offiline, e 250 milhões de compartilhamentos das campanhas para amigos e familiares;
Nossas vozes trouxeram atenção para questões importantes, resultando em pelo menos 15.000 notícias na mídia apenas neste ano;
400.000 de nós fizeram uma doação, com um total de quase 7 milhões de dólares canalizados pela Avaaz para outras organizações democráticas e humanitárias;
20.000 de nós começaram, e já venceram, campanhas próprias usando a nova ferramenta de petições da comunidade.

O presidente do Paquistão assinou nossa petição para ajudar a colocar 3 milhões de crianças na escola
Nossa impressionante ação da Palestina, do lado de fora da Comissão Europeia, enquanto os ministros de relações exteriores se reuniam
Mas há muito mais por trás dos números -- milhares de histórias de pessoas se unindo com uma esperança forte o suficiente para sobrepor o cinismo e alcançar a mudança. Não apenas em pequenas formas, mas de forma muito, muito grande.
Lembra-se de Malala, a incrível e corajosa garota que levou um tiro na cabeça pelo Talibã por causa de seu ativismo em prol da educação de meninas? Em uma semana, a equipe da Avaaz trabalhou com parceiros no Paquistão para identificar um plano ambicioso para colocar todas as crianças na escola. Após 886.000 pessoas assinarem a petição por esse plano, o enviado para educação da ONU, Gordon Brown, apresentou as assinaturas diretamente ao presidente Zardari, que também assinou a petição! Malala estava emocionada ao receber a informação de que o presidente Zardari tinha aprovado o financiamento para colocar 3 milhões de crianças na escola. Gordon Brown disse que nossa mobilização foi "crucial".

Isso foi logo antes de 1.8 milhões de nós terem tido um papel fundamental na vitória do Estado da Palestina. Após Israel e os EUA começarem a influenciar o voto de outros Estados-membros contra a criação do Estado palestino na ONU, conduzimos pesquisas de opinião pública em 4 países; fizemos milhares de telefonemas, reuniões com líderes políticos e erguemos uma bandeira do tamanho de um prédio de quatro andares do lado de fora do prédio onde aconteciam as negociações. Na votação final, apenas 9 países, dos 193, votaram contra! A embaixadora palestina na União Europeia disse que a "Avaaz teve um papel importantíssimo ao persuadir os governos a apoiarem o pedido do povo palestino … a solidariedade e apoio da comunidade serão lembrados e acarinhados em toda a Palestina."
No início do ano, impressionantes 2.8 milhões de pessoas se juntaram a uma campanha para impedir o tratado ACTA -- uma vitória importante contra empresas privadas globais que tentam censurar a Internet. O tratado morreu na Europa, e o presidente do Parlamento afirmou que estava "muito impressionado pela incrível petição da Avaaz, levada seriamente em consideração pelo Parlamento Europeu". Outras lideranças do parlamento citaram publicamente nossas assinaturas como fator crítico para persuadí-los a investigarem e impedirem o ACTA.
Essas são 3 das centenas de histórias que temos a contar apenas do que aconteceu esse ano! (Confira nossa página de destaques para saber mais.) Não consigo esperar para ver o que nossa comunidade será capaz de fazer em 2013, desde a proteção de florestas e da vida selvagem, passando pelo apoio ao povo sírio e à primavera árabe, ajudar a desfazer o império corrupto da mídia de Rupert Murdoch, e tantas coisas mais.
O que construímos juntos é algo extraordinário. Uma engrenagem da esperança e da mudança do mundo. E cada um de nós contribuiu para isso acontecer. Da próxima vez que você for a um jantar com amigos ou à uma festa, tente perguntar se alguém daquele grupo faz parte da Avaaz. Há grandes chances de que alguém ali seja um dos membros da comunidade, e possivelmente você terá uma conversa que lhe encherá de esperança. Porque podemos alcançar muitas coisas por conta própria, mas se nos unirmos, e permanecermos juntos, tudo é possível.
Com enorme gratidão por cada pessoa comprometida e adorável que faz parte dessa comunidade única,
Ricken e toda a equipe da Avaaz
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Ribeirão Preto
14/12/2012-06h15
Promotor pede cassação do registro da candidatura da prefeita de Ribeirão
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DE RIBEIRÃO PRETO
O Ministério Público Estadual pediu a cassação dos registros das candidaturas da prefeita de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), Dárcy Vera (PSD), e seu vice, Marinho Sampaio (PMDB).
A ação de investigação judicial eleitoral, assinada pelos promotores Antônio Alberto Machado e Carlos Goulart Ferreira, foi protocolada na última segunda.
O documento proposto pelo Ministério Público Estadual tem como base denúncia feita pelo candidato à Prefeitura de Ribeirão Preto pelo PT do B, Fernando Chiarelli.
De acordo com a ação, constatou-se que a prefeita utilizou servidores públicos, principalmente comissionados, para dar apoio a sua campanha.
Márcia Ribeiro/Folhapress

A prefeita de Ribeirão, Dárcy Vera, durante entrevista coletiva no Palácio Rio Branco

"Observa-se que o extenso material fotográfico, bem como os depoimentos, deixam claros que foram utilizados servidores públicos municipais como 'cabo eleitoral', a fim de impulsionar e beneficiar a candidata à vitória nas eleições", afirma trecho da ação dos dois promotores.
O Ministério Público expõe também que os requeridos --Dárcy e Marinho-- utilizaram servidores públicos municipais durante o horário de expediente da Prefeitura de Ribeirão para realizar a entrega de seus materiais de campanha.
"No caso em apreço, a requerida valeu-se da estrutura municipal e, na condição de chefe do Executivo local, utilizou o pessoal da administração pública para satisfazer interesses pessoais.
Além disso, usou servidores públicos municipais durante horário de serviço, em benefício de sua candidatura", citam os promotores.
O advogado da prefeita, Ricardo Vita Porto, afirmou não ter sido comunicado oficialmente da ação, mas que os servidores que atuaram na campanha de Dárcy estavam de férias ou fora do horário de expediente da prefeitura.
CAPTAÇÃO ILÍCITA
De acordo com a ação, as atitudes da prefeita e do vice configuram captação ilícita de votos, desrespeitando a legislação eleitoral.
"Houve quebra de isonomia entre os candidatos. A cooptação ilegal de servidores públicos violou a harmonia das eleições, revelando séria ofensa à lisura do processo eleitoral", diz outro trecho.
A Justiça Eleitoral de Ribeirão Preto informou que a diplomação dos candidatos eleitos será feita na próxima terça-feira.
Nesse caso, se houver decisão contra a prefeita após o ato, a Promotoria já pediu na ação a cassação dos diplomas de Dárcy e Marinho.
(JOÃO ALBERTO PEDRINI)
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14/12/12 - 12h00 (Atualizado em 14/12/12 às 12h20)
Promotores querem cassar Dárcy e vice por uso de servidor na campanha

Fonte: Ribeirão Preto Online
A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (PSD), e seu vice, Marinho Sampaio (PMDB), correm o risco de serem cassados pela Justiça porque, segundo o Ministério Público, teriam usado servidores municipais como cabos eleitorais durante a última disputa eleitoral.
A defesa da prefeita admite que os servidores públicos, principalmente comissionados, atuaram na campanha, conforme reportagem de hoje da Folha Ribeirão, mas que eles estavam de férias ou fora do horário de expediente.
A açãoque pede a cassação do mandato de Dárcy e do vice foi protocolada na segunda-feira (10) por dois promotores de Justiça: Antônio Alberto Machado e Carlos Goulart Ferreira. Eles tomaram a iniciativa após denúncia feita pelo candidato a prefeito derrotado Fernando Chiarelli (PT do B).
Trechos da ação
"Observa-se que o extenso material fotográfico, bem como os depoimentos, deixam claros que foram utilizados servidores públicos municipais como 'cabo eleitoral', a fim de impulsionar e beneficiara candidata à vitória nas eleições", afirmaram os promotores na ação.
"No caso em apreço, a requerida valeu-se da estrutura municipal e, na condição de chefe do Executivo local, utilizou o pessoal da administração pública para satisfazer interesses pessoais. Além disso, usou servidores públicos municipais durante horário de serviço, em benefíciode sua candidatura", afirmam os promotores na ação.
Ibope e EPTV
Ainda segundo os promotores, "houve quebra de isonomia entre os candidatos. A cooptação ilegal de servidores públicos violou a harmonia das eleições, revelando séria ofensa à lisura do processo eleitoral".
A ação não menciona as pesquisas do Ibope encomendadas e divulgadas pela EPTV. Nas sondagens eleitorais, a vantagem de Dárcy sobre os demais candidatos não foi confirmada nas urnas.
A empresa de televisão não entrou ainda na Justiça contra o ex-candidato Chiarelli, que, durante debate com adversários, afirmou, ao vivo, que a empresa é uma "organização criminosa" devido a supostas manipulações nas pesquisas.
A EPTV, na sequência do ataque, anunciou que processaria Chiarelli pela declaração.
Dárcy e o vice serão diplomados na próxima terça.
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ANDRÉ Marduk

Quinta, 20 de Dezembro de 2012 - 23h25
Google terá de pagar R$ 2,2 milhões a Dárcy Vera
Valor é multa fixada em favor da prefeita de Ribeirão; autor de blog também é condenado
Wesley AlcântaraTamanho da LetraA-A+Foto: 28.out.2012 - Joyce Cury / A Cidade

Justiça Eleitoral condena Google e blogueiros a pagarem indenização à prefeita Dárcy VeraA Justiça Eleitoral condenou a Google Brasil a pagar multa no valor de R$ 2,2 milhões para a prefeita Dárcy Vera (PSD) por não retirar da internet conteúdo ofensivo à sua honra e a imagem postado em um blog. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.
Além da empresa que disponibiliza o maior site de busca, os blogueiros Márcio Antônio Francisco e Renata Cristina Francisco Santana também terão de pagar multa no valor de R$ 20 mil cada um.
Segundo a sentença do juiz eleitoral Sylvio Ribeiro de Souza Neto, o provedor de conteúdo ou serviços de multimídia é considerado responsável pela divulgação a partir do momento que, notificado judicialmente, deixou de tomar providências.
Souza Neto considerou ainda que crítica à candidata ao cargo de prefeita em suas ações administrativas não é proibida por ser inerente ao processo eleitoral. "Porém, em diversas postagens, os autores do blog ultrapassaram a crítica do razoável e lançaram insultos à requerente [Dárcy], imputando-lhe até crime", consta na sentença.
Para o magistrado, as publicações no blog devem ser entendidas como propaganda eleitoral gratuita, "na medida em que, veiculadas à época das eleições, tinham como escopo macular a imagem e a honra da candidata ao cargo do Executivo".
O advogado de Dárcy, Paulo Sá Elias, disse que o autor do blog a ofendeu gravemente. "Ultrapassou os limites daquilo que é considerado lícito. Que é considerado liberdade de expressão", afirma.
Outro lado
Procurado nesta quinta-feira (20) por volta das 20h para comentar a decisão judicial, o blogueiro Márcio Francisco se recusou a conversa com o jornal A Cidade e desligou o celular. Já Renata Cristina não foi localizada pela reportagem. O Google não respondeu questionamento da reportagem até o fechamento desta edição.
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ANDRÉ Marduk

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Nathalia Bontempo Salgueiro <nathalia.salgueiro@seppir.gov.br>
Data: 20 de dezembro de 2012 10:25
Assunto: Mapa da Violência 2012: A Cor dos Homicídios no Brasil

Os números foram apresentados por Julio Jacobo, autor do Mapa da violência 2012: A Cor dos Homicídios do Brasil.
Segundo ele, se somados apenas os homicídios de negros é possível colocar o país no 4º lugar do ranking mundial de violência.
 A cada dado apresentado pelo autor da pesquisa, Julio Jacobo, do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (CEBELA) fica claro que a violência letal no país tem prioritariamente a cor negra.  No período de 2002 a 2010 houve uma redução de 25,5% de homicídios de pessoas brancas, já entre os negros houve aumento de 29,8%.
 Em 2010, por exemplo, 14.047 brancos foram assassinados, contra 34.983 negros. Se levada em consideração a idade, a diferença é ainda maior: nesse mesmo ano, enquanto a taxa de homicídio do total da população negra foi de 36,0, a dos jovens negros foi o dobro, 72,0.

Comparando todo o período que compreende a pesquisa, percebe-se que, proporcionalmente, morrem duas vezes e meia mais jovens negros que brancos. Em oito anos, a taxa de homicídios de jovens negros, que era de 71,7%, passou para 153,9%.

Segundo a ministra da Igualdade Racial, a estatística é importante para subsidiar políticas públicas e reverter esse quadro. "São dados que precisamos conhecer, abraçar e enfrentar", afirmou a chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR). A constatação foi reafirmada pelo secretário executivo da pasta, Mario Theodoro. De acordo com ele, são essas informações que têm balizado as ações do governo federal, como o Plano de Enfrentamento à Violência contra a Juventude Negra, o Juventude Viva, lançado em setembro em Alagoas e que deve ser expandido para cinco Estados em 2013.

De acordo com o autor da pesquisa, os altos índices estão se tornando naturais e a educação é a principal alternativa para alterar esse quadro. Ele explicou que o número de negros matriculados no Ensino Médio tem diminuído e que atualmente oito milhões de meninos negros não estudam e nem trabalham, por isso, é preciso fazer políticas públicas de incorporação de jovens nas escolas.  "O custo da violência é muito maior do que o da educação", observou.

O Mapa é uma realização do o Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos - CEBELA e a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais - FLACSO em conjunto com a SEPPIR. Esse é o 20º relatório, porém, é o primeiro com recorte racial. Os dados que basearam o estudo foram retirados dos Censos Demográficos, das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM).

Segue anexo o Mapa da Violência 2012.

Atenciosamente,

Nathalia Salgueiro
Secretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais - SECOMT
Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR/PR
Esplanada dos Ministérios - Bloco A 9° Andar, Brasília-DF. CEP 70054-906.
Telefones: (61) 2025 7161 ou (61) 2025-7163

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Como consultar o valor venal do terreno

Para verificar o valor venal DE SEU TERRENO,   segue abaixo o passo a passo.

Links da  tabela para 2013 (proposta em discussão na Câmara) -
https://docs.google.com/file/d/0B4zGBNTJ9_MJaEZvTjJwRWlYQVE/edit
e tabela  2012 (em vigor) - arquivo com o título tabelagenerica 2012

https://docs.google.com/file/d/0B4zGBNTJ9_MJaklKNUROOTc3ODg/edit

Como consultar o valor venal do terreno:

 A primeira coluna da tabela 2013 tem o título FCQUADRA
Composição do código de entrada na tabela:
Verifique no seu carnê de IPTU:
a)      Na primeira linha superior encontram-se os parâmetros;
b)      Monte o código do seu imóvel como no exemplo abaixo:
Exemplo:
código 441219903
441= folha
21= parâmetro
99= quadra
03= face de quadra
c)      Faça uma busca no documento PDF onde se encontra a tabela:a)      comando Ctrl +F: abre a janela de consulta

b)      digite o código e “enter” ; o valor venal do seu terreno aparece no final da respectiva linha da tabela;
c)      compare o valor proposto (2013) com o valor de 2012
d)     verifique o percentual do aumento: valor 2013/valor2012Exemplo: se na divisão vc encontrar um valor do tipo 1,7965, subtraia desse valor a fração inteira (1 no caso) e multiplique por 100 para se ter o valor percentual. No caso (1,7965 – 1) x 100 = 79,65%

Caso vc concorde com esse valor, fique QUIETO
Não concordando, exerça o seu direito: VÁ NA SESSÃO DA CÂMARA GRITAR

Se a lei for aprovada desta forma: não espere ENTRE COM RECURSO NA PREFEITURA PEDINDO REVISÃO DE VALORES

Movimento Pró Moradia e Cidadania
http://movimentopromoradiaecidadania.blogspot.com/

domingo, 16 de dezembro de 2012

Moradores da Vila Brasil somam fôrças com o Movimento Popular Pró Moradia e Cidadania

Cresce a união entre os moradores atingidos pelas anunciadas
obras do Aeroporto Leite Lopes

Integrantes do Movimento Pró Moradia , dentre eles representantes da Associação de Moradores do Jardim Aeroporto e do Núcleo da Avenida João Pessoa,  estiveram reunidos neste mês de dezembro com moradores da Comunidade Vila Brasil sobre  cadastro  realizado pelo Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A).
Este cadastro foi realizado  sem que a proposta do novo traçado das curvas de ruído do Leite Lopes esteja aprovado e  assusta os moradores, pois  grande parte da comunidade pode ser despejada e todos que estão na Zona I de ruídos em vigor devem ter  direito a uma casa e não apenas alguns que estão no caminho do sistema viário que estão montando para atender aos interesses do Terminal de Cargas Privado.