Páginas

quinta-feira, 15 de março de 2012

Encaminhamentos do Lênio / do Mariano


Entrega de 545 casas

15/03/2012. Foi a data de entrega de 545 casas no Conjunto Paulo Romeu Gomes. Casas adquiridas por mutuários inscritos na COHAB e que foram beneficiados, disseram.

O cadastro realmente foi feito pela COHAB; não houve sorteio mas simplesmente análise econômica pela Caixa Econômica Federal da capacidade de pagamento dos candidatos constantes desse cadastro e, a partir daí, selecionados. O sorteio que houve foi o dos endereços.

9 horas da manhã, foi o horário marcado para o inicio da “festa”. Como normalmente comparecem o casal ou o “contemplado e algum familiar, podemos supor que estavam lá perto de mil pessoas.

O atendimento? Um trailer com 6 filas em ordem alfabética.  Uma média de 90 mutuários por fila. Nenhuma especifica para mulheres grávidas, com crianças de colo ou idosos. Estes atendimentos, por serem preferenciais, “furavam a fila” sob os protestos dos outros que estavam debaixo de um sol escaldante, para não dizer, assante ou fritante.

Lá no outro lado, um conjunto de toldos com o palanque montado. À sombra, com água geladinha à disposição, aguardando a chegada da prefeita, a dona da festa, que chegou meia hora atrasada. Logo depois o inicio da festança, à sombra e com água fresca, todas as autoridades presentes – e como tinha autoridade – começaram os seus discursos. E como falam as autoridades!

E as pessoas nas filas, virando torresmo, ouviam dos atendentes a seguinte resposta, quando perguntavam quando é que iam começar a entregar as chaves: só depois do discurso da prefeita!

Finalmente, o festival de discursos das autoridades acabou. Sobraram um conjunto de toldos, com muita sombra, sem ninguém, enquanto que a população continuava lá fora na torreira do sol.

Um verdadeiro espetáculo da mais completa falta de respeito para com as pessoas. Uma completa falta de Cidadania.

Se as autoridades queriam falar ao povo presente, deveriam fazê-lo nas mesmas condições em que o povo se encontrava: debaixo de um sol de rachar. Talvez assim tivéssemos menos autoridades querendo discursar e os que o fizessem, fossem mais breves.

Afinal de contas, se os organizadores (?) do evento tivessem respeito pela população teriam disponibilizado toldos que os protegessem do tempo e aumentariam o numero de filas para agilizar os trabalhos.

Foi a festa da ausência de Cidadania, para fazer palanque político. Sobrou falta de respeito.

Abaixo algumas fotos. Observe bem: tem alguém sorrindo?

Muitas das casas entregues hoje já estavam prontas faz muito tempo, mas as autoridades não tinham agenda disponível. Enquanto isso as pessoas continuavam pagando aluguel ou vivendo apertados junto com os sogros ou pais.

Quando a Cidadania vale menos que a agenda das autoridades, alguma coisa vai mal.

Mas temos solução para isso:

Em 2012 não vote em político de terceira linha. Vote em estadista.


 A direita as filas dos mutuários para pegarem as chaves dos imóveis, expostos ao sol. Em frente, no fundo, o toldo do palanque, vazio.



Vista das filas dos mutuários, sob a torreira do sol,  à frente do trailer, com 6 bandeirinhas indicando as filas. Estavam aguardando o final dos discursos das autoridades.

_____________________________________________   

O PLANEJAMENTO EM RIBEIRÃO PRETO

Ribeirão Preto tem planejamento? A resposta é sim, mas apenas para o período máximo de 4 anos. Ou seja, planejar em Ribeirão Preto é absolutamente proibido. Porquê? Porque o planejamento, necessariamente a médio e longo prazos, pode prejudicar interesses de grupelhos que se auto intitulam de empresários e empreendedores.

Vamos analisar o artigo do jornalista Julio Chiavenato, articulista do Jornal A Cidade, publicado no dia 07/03/2012:

Vamos comparar alguns dados:


LISBOA
RIBEIRÃO PRETO
habitantes
545.000
600.000
Linhas de metrô
5
0
Estações de metrô
52
0
Extensão do metrô (km)
39,6
0
Estações ferroviárias
3
0
Linhas de trens metropolitanos
3
0
Estações de trens metropolitanos
52
0
Ônibus (linhas)
100
118
Ônibus elétricos (bondes+elevadores)
0

Quando se pergunta aos planejadores de Ribeirão Preto, onde está o projeto básico das diretrizes viárias para implantação de linhas metropolitanas (pode até ser metrô de superfície por meio de ônibus articulados) a resposta é, ou evasiva, ou simplesmente, “não existe viabilidade econômica para implantar esse meio de transporte”.

E aí cabe a pergunta: desde quando meios de transporte urbano de massa têm que ser viáveis economicamente, se constituem uma necessidade de mobilidade para garantir o desenvolvimento econômico e garantir a qualidade de vida da população?

E desde quando um viaduto, sobre um cruzamento sempre congestionado é viável economicamente? Mas são feitos e até consideram essas aberrações urbanísticas como obra importante. E são pagos a fundo perdido, ou seja, sem a cobrança nem mesmo da Contribuição de Melhoria que iria ser cobrada  dos  beneficiados que, como sempre, não são os pobres. Mas são eles que  pagam os impostos que são aplicados a fundo perdido.

Para atender a uma demanda elitista – facilitar o uso individual de carro particular como meio de locomoção – ninguém contesta. Mas transporte de massa tem que ser viável economicamente. Não é estranho?

É apenas a apartação social sendo descaradamente aplicada na cidade: amontoa-se pobre lá pelas periferias, longe das benesses urbanas.  Amontoa-se pobre em latas ambulantes denominadas ônibus.

Portanto,  as evidências nos conduzem para validar a hipótese de que Ribeirão Preto é administrada e planejada  sob o mais rigoroso critério de classe social. E não é para a classe social dos trabalhadores.

____________________________________________________________  

de:    eli carlos mariano da silva mariano.netto.br@hotmail.com

assunto:     FW: Abaixo-assinado PEDIDO DE JULGAMENTO INTERNACIONAL PARA OS 5 MAIORES RESPONSÁVEIS DO CRIME DE PINHEIRINHO


enviado por:         hotmail.com

Abaixo-assinado PEDIDO DE JULGAMENTO INTERNACIONAL PARA OS 5 MAIORES RESPONSÁVEIS DO CRIME DE PINHEIRINHO
"Não sou feliz, mas não sou mudo."


Nenhum comentário:

Postar um comentário