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sexta-feira, 14 de junho de 2013

A manipulação dos protestos do MPL em São Paulo / Aluguel de prédios vazios





A manipulação dos protestos do MPL em São Paulo

 junho 13th, 2013 |  Author: Edmar Roberto Prandini

Borracha de Apagar Ideologias

O MPL – Movimento do Passe Livre é legítimo e tem todo o direito de se manifestar e
mobilizar as pessoas pelas causas que quiser defender, convocando os atos públicos que queira convocar, para os dias e os lugares que achar mais apropriado.
Quanto a isso, não há espaço para nenhum tipo de conciliação com aqueles que queiram deslegitimar esse direito, nem pela direita, sempre contrária às manifestações sociais cujo conteúdo não seja moralista, nem pela esquerda, em nome da proteção dos governos petistas de Fernando Haddad, na capital de São Paulo, ou de Dilma Roussef, na Presidência da República.
Estamos falando da defesa absoluta da democracia como direito de organização e de manifestação de opiniões no espaço público.
É evidente que a defesa dos direitos de manifestação e de organização e da criação dos movimentos sociais não são fenômenos isentos da expressão de interesses diversos, nem todos restritos apenas à própria temática que lhes dão vazão e que motivam as mobilizações. Isso quer dizer que não o é possível evitar que em quaiquer mobilizações estejam presentes motivações de ordem políticas de várias origens, motivações ideológicas diversas, correntes de pensamento distintas. Ou seja: não há como impedir que hajam “infiltrações” em movimentos sociais.
Isso obriga qualquer pessoa honesta e sensata a dizer que aqueles que usam a expressão “infiltração” para se referir a esse sentido de vazão de interesses e ideologias diversos nos movimentos sociais são adversários políticos do movimentos e não aceitam dialogar com sua dinâmica também por interesses ou ideologias bem delineados.
É óbvio que há setores dos pequenos partidos de esquerda participando ativamente das mobilizações do MPL contra o aumento das passagens de R$ 3,00 para R$ 3,20 na capital paulista. São o PSOL, o PSTU, e outros, que o fazem interessadamente, verificando possibilidade de construir identificação com jovens que possuam capacidade de liderança e mobilização, o que tende a lhes fortalecer enquanto organizações políticas. Estes pequenos partidos de esquerda tem a pretensão de demonstrar através desta presença nestes atos que são eles e não o PT que lideram os movimentos sociais na atualidade. Essa disputa contra o PT, tentando apresentar-se como as autênticas agremiações de “esquerda” datam da origem dessas agremiações e têm sido o alicerce de sua estratégia há vários anos.
É possível supor que possam ter sido representantes destes grupos os que radicalizaram os protestos na última terça feira, incendiando ônibus e depredando a sede do PT? Sim, é possível supor. Mas, pessoalmente eu considero pouquíssimo provável que tenham sido. Provavelmente jamais venhamos a saber quem foi, na verdade.
Será que há setores vinculados aos partidos de “direita” como o PSDB e o DEM?
Sim, com certeza. É muito provável que hajam, porque a temática dos preços das tarifas de ônibus desaguam diretamente nas mãos do prefeito Fernando Haddad, do PT, a quem estes segmentos pretendem deslegitimar politicamente.
Várias pessoas fizeram acusações de que parte expressiva dos presentes às mobilizações seriam “boyzinhos”, jovens de classe média, que sequer usariam os ônibus para se locomover pela cidade. Mas, eles teriam interesse em jogar as pessoas contra a Prefeitura do PT, dentro completamente da lógica política.
Lembrando das baixarias das duas últimas campanhas eleitorais, vencidas por Dilma em 2010 e por Haddad, em 2012, em São Paulo, não é difícil entender que sim, grupos de jovens ligados ao PSDB e ao DEM possam estar presentes nas mobilizações e, digo eu, até mesmo assumindo os papéis mais radicais: podem ter sido eles que atacaram a sede do PT. Sem poder ter certeza, associo a imagem muito difundida pela internet de um jovem com uma bandeira brasileira sobre a qual estava escrito luto, com o rosto coberto, com esta juventude pessedebsita, que, em São Paulo, foi formada dentro da mentalidade de que o Brasil deveria aliar-se aos Estados Unidos e imitá-lo, para não dizer, obedecê-lo.
Lembro que jovens da juventude do PSDB entraram em atos de campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo para, disfarçados, criarem confusão, e constrangerem o crescimento da candidatura petista.
Mas, o que mais me preocupa, é a cobertura que a Globo está dando às manifestações em São Paulo, em que ela não aponta que a violência policial da Polícia Militar, sob comando do Governador Alckmin, do mesmo PSDB, é absolutamente desnecessária.
Surpreendente já seria a Globo cobrir um movimento social. Se ela o faz, então já se sabe que há intenções não declaradas e que, para qualquer analista político razoavelmente esclarecido são evidentes: jogar a população contra o Prefeito Haddad e o PT, como se seis meses de governo petista na capital paulista a tivessem transformado em palco de guerra.
Trata-se de criar terrorismo político para tentar reduzir a popularidade do PT e criar cenas para uso durante a campanha eleitoral de 2014 contra a candidatura de Dilma Roussef e do candidato petista ao governo paulista.
A manipulação dos protestos do MPL em São Paulo e de movimentos similares só poderá ser evitada quando o Brasil conseguir avançar na regulação e na democratização da mídia brasileira. Enquanto o monopólio da comunicação social no país estiver concentrado nas mãos de pouquíssimos grupos como acontece hoje, as notícias serão sempre distorcidas e transformadas em peças de ataque à democracia.


13/06/2013 - 10:27
Jornal A Cidade- Monize Zampieri





Veja a relação de prédios alugados, mas não utilizados pela prefeituraAo mesmo tempo em que corta gastos, que vão desde o cafezinho, fotocópias e ligações para celular até a realização de eventos, o governo Dárcy Vera (PSD) desperdiça dinheiro pagando aluguel de imóveis que não estão sendo usados há meses ou anos.
Levantamento do A Cidade mostra que, dos 49 prédios alugados, hoje, pela Prefeitura, pelo menos três estão desocupados. O gasto “à toa” soma, pelo menos, R$ 600 mil anuais.
Com esse montante, a administração municipal conseguiria pagar o aluguel integral dos 49 imóveis por quase três meses.
O mais caro deles, com aluguel de R$ 9 mil/mês, nunca foi usado - o contrato completa 38 meses. O imóvel localizado na rua General Osório acomodará o Novo Shopping Popular.
O governo, por meio do secretário da Casa Civil, Luchesi Jr, nega desperdício, contesta período de ociosidade, fala em economia e dá prazos para o uso dos prédios.
Procurado pela reportagem ontem, o vereador Ricardo Silva (PDT), que em março questionou a prefeitura sobre os gastos com aluguéis de prédios, afirmou que apresentará um requerimento, na sessão de hoje, propondo a convocação do secretário de Administração, Marco Antônio dos Santos, para explicar o desperdício.
População critica
Ao A Cidade, moradores e comerciantes próximos aos três prédios falam em “má administração” e desrespeito à população.
É o caso da dona de casa Raimunda Ferreira Silva, moradora da rua Edgard Cajado. “Desde que me mudei para cá, em 2010, este prédio está abandonado. Tanta precisão de dinheiro, necessitando de médico aqui no postinho e esse desperdício”, lamentou.
O funileiro Valdecir Aparecido Silva acredita que pegou dengue devido ao acúmulo de sujeira no imóvel da rua Pará. “Todo mundo por aqui pegou dengue. É um desrespeito com a população. É dinheiro indo pelo ralo”, criticou.
Vereador quer convocação
O vereador Ricardo Silva (PDT) apresentará na sessão de hoje um requerimento solicitando a convocação do secretário de Administração, Marco Antônio dos Santos, no Legislativo, para explicar o “desperdício” com o aluguel de prédios desocupados. “Temos algumas informações de forma extraoficial. Precisamos saber oficialmente há quanto tempo, por exemplo, estes imóveis estão fechados”, enfatizou.
Ricardo apresentou ao A Cidade resposta de um requerimento que enviou à prefeitura em que o próprio secretário nega cópia de uma licitação de capa a capa por suspensão de gastos. “Até estaria certo se fosse regra, mas é incoerente economizar com xerox e pagar aluguel de prédios desocupados”, ressaltou.
Ele acredita que seu requerimento será aprovado pela base. “É um ato grave que merece apuração”, diz.
Luchesi fala em economia
O secretário da Casa Civil, Luchesi Júnior, negou desperdícios, falou em economia e deu prazos para a ocupação de prédios. “Não existe prejuízo à população. O que gastamos com aluguel foi menos do que o que foi aplicado”, frisou, referindo-se a reforma do imóvel que acomodará o Novo Shopping Popular.
A remodelação do prédio custou mais de R$ 500 mil e foi custeada por parceiros da iniciativa privada.
Segundo Luchesi, o shopping começará a funcionar no início de julho, assim como o Centro de Convivência do Idoso, na rua Edgard Cajado. “Devido a localização estratégica para este tipo de atendimento, a prefeitura não queria perder o prédio”, explicou.
Ele contesta o prazo de ociosidade do imóvel da Pará. “Está desocupado desde dezembro. Reformamos e estamos devolvendo. Contrato termina hoje”, diz.

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