Páginas

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mais um assassinado no Pará - João Chupel Primo - 24 10 2011

Denunciamos o assassinato covarde de mais um defensor da natureza na Amazônia.

Sábado foi assassinado o líder comunitário João Chupel Primo em Miritutuba, município de Itaituba, PA. Conheci o João foi em sua comunidade que realizei as primeiras crismas como bispo de Itaituba.
Eu o tinha encarregado de fundar uma nova comunidade. Justamente no dia da crisma em junho deste ano, ele deixou de ser o coordenador da Comunidade Nossa Senhora de Nazaré de Miritituba para poder se dedicar à fundação da nova comunidade.
Ele vinha fazendo denúncias sobre grilos de terras e extração ilegal de madeira (veja a nota). Por isso foi assassinado brutalmente com um tiro na testa sábado passado.
Quando os defensores da natureza e da legalidade vão deixar de serem mortos? Quando o Governo Federal colocará pra valer a Polícia Federal para agir no Pará?

Fraternalmente
Dom Frei Wilmar Santin, O.Carm.
Bispo da Prelazia de Itaituba, Pará - Brasil
**** Peço o favor de enviar para todos os seus contatos.

Um abraço afetuoso. Gilvander Moreira, frei Carmelita.
e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.br
www.gilvander.org.br
www.twitter.com/gilvanderluis
Facebook: gilvander.moreira
skype: gilvander.moreira

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

01 - Favela Mario Lago - pai mata filho de 3 anos / 02 - Exploração Trabalhista no MC Donald's

Jornal A Cidade

                                         
02 - Reportagem brasileira escancara exploração dos     trabalhadores do McDonald’s  - 21-10-11

Assista em www.jornadacriminosa.com.br | A sociedade brasileira precisa tomar conhecimento do escândalo que é a cruel exploração do trabalho de nossos jovens por grupos empresariais que visam assegurar lucros a qualquer custo.
Com esta vídeo-reportagem a opinião pública e as autoridades serão levadas à indignação diante desta grave denúncia, ao mesmo tempo que serão estimuladas a refletir as razões pelas quais ainda convivemos com um quadro repugnante passados dez anos de pleno século vinte e um. Teria razão a ministra ao questionar a ética na magistratura?
Como se permite criar representações irregulares de trabalhadores com o único intuito de justificar a exploração de jovens em seu primeiro emprego? Cuidado! Cedo ou tarde, você ou alguém próximo a você também será atingido.
www.jornadacriminosa.com.br

Da Folha |O McDonald’s foi convidado pela Câmara dos Deputados a dar explicações, em audiência pública, sobre a sua política salarial e a jornada de trabalho dos seus funcionários.
O requerimento para a apresentação dos representantes da lanchonete na Câmara foi aprovado na quarta-feira (19), pela CTASP (Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público). A audiência ainda não tem data marcada.
A assessoria do deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM), autor da proposição e membro da comissão, informou que o requerimento foi motivado pelo vídeo Uma jornada criminosa, que circula na internet e em redes sociais –em que o McDonald’s é acusado de ter política salarial “análoga à escravidão”.
De acordo com o vídeo, a lanchonete pagaria aos seus funcionários R$ 2,52 por hora trabalhada, totalizando salário de cerca de R$ 380 por mês –valor inferior a um salário mínimo [R$ 545], por jornada de 44 horas de trabalho, em que horas de intervalo seriam descontadas à revelia dos funcionários.
O cálculo feito pelo McDonald’s é chamado de “jornada móvel e variável” e foi denunciado pelo Sinthoresp (Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços em Geral de Hospedagem, Gastronomia, Alimentação Preparada e Bebida a Varejo de São Paulo e Região) ao TST (Tribunal Superior do Trabalho). A ministra Dora Maria da Costa, relatora do caso, condenou as práticas da lanchonete.
O desembargador Henrique Nelson Calandra, presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), afirma que “é uma vergonha ter no Brasil focos de trabalho escravo”, pois há violação de direitos e garantias básicas dos trabalhadores, segundo registro feito no vídeo.
OUTRO LADO
O McDonald’s informou que “realiza o pagamento de todas as horas em que os funcionários estão no restaurante”; que paga o piso salarial determinado por sindicatos, quando cumprida a jornada de 44 horas semanais; e que a jornada de trabalho flexível visa beneficiar funcionários que conciliam o trabalho com horários de estudo.
A empresa ainda declarou que irá apurar casos que fujam a sua política trabalhista –que devem ser considerados exceções.
Por meio de assessoria, o McDonald’s afirmou que tem “compromisso em cumprir rigorosamente a legislação trabalhista e segue o que é previsto e reconhecido pela lei”.


Folha de S. Paulo: McDonald’s é convidado a explicar denúncia de trabalho escravo
Posted: 21 Oct 2011 01:08 PM PDT
                                                                    

domingo, 23 de outubro de 2011

Terrorismo da Prefeitura de Belo Horizonte e da Polícia Militar de Minas.

SEMANA DE VALORIZAÇÃO DA VIDA – REALIZAÇÃO CVV RIBEIRÃO
DE 23 A 29 DE OUTUBRO DE 2011
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA NO SITE: www.svv.blog.br
____________________________________________________

DESPEJO DA COMUNIDADE ZILAH SPOSITO SEM MANDADO JUDICIAL É DITADURA, É CRIME.

Terrorismo da Prefeitura de Belo Horizonte e da Polícia Militar de Minas.
Ontem, dia 21/10/2011, no Conjunto Zilah Sposito, em Belo Horizonte, fiscais, gerentes e guardas municipais da Prefeitura de Belo Horizonte – PBH -, juntamente com a Polícia Militar de Minas Gerais – Tropa de choque – cometeram um grande crime na capital mineira: Sem Mandado Judicial, com forte aparato bélico, usando spray de pimenta e terrorismo psicológico, destruíram 24 casas de alvenaria, barracos de lona e casas que estavam em início de construção. O pior: destruíram a vida e o sonho de 39 famílias que ficaram sem teto, ao relento, sob o frio e uma noite de chuva. Violaram covardemente direitos e dignidade humana, Havia casas construídas há vários meses. A ocupação de um terreno da prefeitura foi espontânea e lenta. Metade das famílias não havia recebido, previamente, nem notificação da prefeitura. O povo que resistia dentro das casas foi enxotado com spray de pimenta. Muitas crianças receberam spray de pimenta no rosto.
Foi de uma brutalidade terrível o que aconteceu, por exemplo, com Ricardo e sua esposa: com um filho de 4 anos com problema de asma, resistiam dentro da sua casinha de alvenaria, construída com muito sacrifício. Desempregados, sob pressão dos fiscais e de policiais diziam que não sairiam de dentro da casa, seu único refúgio no mundo. Policiais da tropa de choque começaram a jogar spray de pimenta dentro da casa, pela porta e por todos os buracos, abaixo das telhas de eternit. A criança, com asma, estava sendo asfixiada pelo spray de pimenta. A mãe, temendo a morte do filho, acabou entregando a criança para um fiscal, que disse aos policiais: “jogue spray de pimenta na criança que a mãe e o pai sairão da casa.” Ao ver os jatos de spray de pimenta no rosto do filho de 4 anos, já se asfixiando, a mãe e o pai, desesperados, saíram da casa para tentar socorrer o filho. Os fiscais perceberam que não havia condições de entrar na casa para retirar os móveis e todos os pertences da família por causa do spray de pimenta por eles injetado. A casa foi derrubada por cima de todos os poucos pertences, o que a família possuía.
Uma senhora de 68 anos, com problema de coração e pressão, ao voltar para casa, foi impedida de aproximar da sua casinha. Após driblar a polícia e entrar por outro lugar, resistia dentro de casa, em estado de choque, na iminência de desmaiar. Um fiscal disse a ela que poderia sair que a casa dela não seria destruída. Ela saiu e, de joelhos, sob estado de choque, implorando misericórdia, viu sua casa ser totalmente destruída.
A prefeitura alegou que lá é área de risco e há risco de desabamento. Isso é mentira. O povo é pobre, mas não é bobo, não construiu em área de risco. Os 30 metros ao lado do córrego, APP, estavam sendo preservados. Sob o argumento de que seria área de risco, a Prefeitura foi quem colocou em risco a vidas destas pessoas com a maneira como as tratou e deixando-as ao relento.
Fazer despejo sem ordem judicial, só com código de postura, é ditadura, arbítrio. Várias famílias estavam trabalhando e, ao serem informadas que a PBH e a polícia estavam derrubando suas casas, largaram o trabalho e voltaram para casa, mas foram impedidas de chegar a suas casas, pois havia um cordão de isolamento da área feito pela polícia. Inclusive, muitos apoiadores/ras que chegaram, foram impedidos de acessar o local do arbítrio, da truculência e da agressão à dignidade humana de centenas de pessoas.
Às 18:00hs de ontem, a Defensoria Pública do estado de Minas conquistou junto ao Poder Judiciário uma decisão judicial, em forma de Liminar, que garante as 9 casas que restaram em pé e a permanência das famílias no local. Sem mandado judicial as famílias não poderão ser despejadas e as casas não poderão ser derrubadas. O Ministério Público fez perícia no local. O Programa Pólos de Cidadania da UFMG, as Brigadas Populares, CPT, MLB e outros movimentos populares estão acompanhando as famílias que foram profundamente agredidas na sua dignidade. Despejo feito de forma ilegal, sem nenhuma alternativa digna.
Quase todas as famílias ficaram ao relento, sob o frio e uma noite chuvosa. Algumas famílias foram acolhidas por vizinhos. Não houve confronto, porque o povo é humilde, pobre e estava desarmado. O povo resistiu com seu próprio corpo. Sob spray de pimenta e sob a mira das armas, como confrontar?
Clamamos por justiça! Exigimos julgamento e condenação desse crime, indenização às famílias e moradia popular digna para todas as famílias. Jamais problema social se soluciona com repressão. A injustiça social campeia na região do Zilah Sposito.
Aos fiscais, gerente da prefeitura e aos policiais que executaram uma ordem ilegal, injusta e covarde, dizemos: Ninguém está obrigado a obedecer a regras, leis e ordens injustas! A lei maior de Deus diz: Não Matarás! Ou seja, faça viver! Vocês também têm filhos e parentes idosos. Não esqueçam que vocês pertencem à classe trabalhadora. Por que violentar seus irmãos?
Clama aos céus a maneira como a prefeitura de Belo Horizonte está tratando os problemas sociais, sobretudo, a questão da moradia nesta Capital. Esta ação no Zilah Spósito demonstrou o cúmulo da truculência, da covardia e da criminalidade praticada por quem está para garantir proteção e direitos fundamentais. Guarda Municipal não tem a função de realizar despejos. Isto é desvio de função. Realizar despejos sem mandado judicial, sem assegurar reassentamento das famílias, sem respeitar os diretamente envolvidos, é violação aos direitos humanos. Precisam ser punidas a/as autoridade/s que se submetem a esta covardia.

Belo Horizonte, MG, Brasil, 22 de outubro de 2011

Um abraço afetuoso. Gilvander Moreira, frei Carmelita.
e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.br
www.gilvander.org.br
www.twitter.com/gilvanderluis
Facebook: gilvander.moreira
skype: gilvander.moreira

COMPRA DA ÁREA ONDE SE SITUA A FAVELA DA MATA - IMPROBRIDADE ADMINISTRATIVA?

Uma noticia deixou o Movimento Pro Novo Aeroporto espantado. Dizia assim:

Um auditor da justiça deve avaliar ainda este mês o valor da área particular de 80,2 mil metros quadrados que compreende a Favela da Mata, no Jardim Aeroporto. Segundo o secretário da Casa civil Layr Luchesi Junior, a Prefeitura está inclinada em comprar o terreno para realizar a remoção da favela do local, porém há divergência entre os valores oferecidos e o pedido pelos proprietários. Os moradores estão instalados em uma área considerada de risco, na cabeceira da pista do Aeroporto Leite Lopes, onde há o trânsito de aeronaves e existência de ruídos. “Em 30 dias teremos novidades.” [Gazeta de Ribeirão, 03/09/2011]

Vamos analisar a questão?

Existe um aeroporto administrado por um órgão estadual que produz poluição sonora. Em razão disso, é necessária a remoção de uma favela  que está localizada em área considerada de risco. Essa é a justificativa. Então quem será o responsável por essa remoção? O Governo do Estado ou a Prefeitura municipal?

E qual é o problema? Essa favela está localizada em área particular e por isso não pode ser expulsa pelo poder executivo. Qual a alternativa? Comprar, numa boa, o terreno do proprietário. Até aí tudo bem. Mas quem deve pagar esse valor? O Governo do Estado, responsável pela criação da área de risco ou o Municipio?

E qual é a lógica desse processo?  Se ocorrer essa compra, o terreno será municipal e ficará à disposição do DAESP ou ser-lhe-á oferecido, graciosamente? Ou teria outra destinação?

Não seria mais pratico que a prefeitura comprasse uma área equivalente, em local adequado, fizesse a urbanização necessária e depois financiasse aos moradores o terreno, através de verbas especificas e disponíveis,  e a cesta básica de materiais de construção assim como a necessária Assistência Técnica (que é obrigatória por Lei) e cada um dos favelados construiria a sua casa?

Considerar que a prefeitura tenha algum tipo de preocupação com a população e, em particular, da população pobre, é utopia. As últimas administrações tem como exclusiva preocupação a de gerar negócios para os amigos da corte. No caso presente, não poderia ser diferente. Vejamos, porquê.

Como o principal objetivo não é o de garantir a incolumidade pública (= segurança , garantia de isenção de riscos)  o projeto consiste em declarar a área como de utilidade pública, como pré-requesito para a desapropriação (amigável ou não). Desapropria, pede a reintegração de posse, expulsa os moradores e pronto, a área fica disponível.

Mas a área fica disponível para o quê?

Para liberar o aeroporto, expulsando gente que pretensamente impede a tal internacionalização do Leite Lopes, ou melhor dizendo, impede a implantação de um empreendimento de transporte de cargas, com exclusividade para uma determinada empresa que ganhou uma licitação para um terminal de cargas alfandegado, que só pode existir num aeroporto internacional, quando o Leite Lopes era apenas regional.

E o que vai fazer com a área libertada para facilitar esse empreendimento alfandegado? Pretende doar para o DAESP ou lotear para construção de galpões.

É claro que se essa hipotese fosse viável sob o ponto de vista empresarial e imobiliário, faz tempo que toda a comunidade favelada teria sido expulsa judicialmente e a área estaria com projeto aprovado, através de empresas do ramo (e não pela prefeitura) para a implantação de um negocião desses.

O pessoal da área  não dorme no ponto e não iria perder essa oportunidade de ganhar dinheiro.

É claro, partindo da premissa, que esse empreendimento fosse viável.  Como não é, não existem interessados.

Sobra apenas para a prefeitura brincar de imobiliária, fingindo estar preocupada com o desenvolvimento da cidade quando na verdade está apenas querendo “consolidar” uma politica de ampliação de um aeroporto inadequado para a região para atender aos interesses de uma empresa transportadora e tentar ganhar pontos de “estadista” para as próximas eleições.

A prefeitura pode brincar de imobiliária mesmo sem ter registro  no CRECI nem no SECOVI.  Pode ficar arquitetando mil alternativas para tentar  impor o seu projeto falido e insano, que já é repudiado inclusive por membros do proprio governo. 

Não faz a menor diferença, porque o Movimento está atento e conhece o endereço do Judiciário local, onde essas artimanhas podem ser discutidas.
Embora o executivo municipal tenha a prerrogativa de declarar de utilidade pública o que muito bem entender, isso não significa que possa fazer o que quiser e bem entender, já que necessita ter uma justificativa para todos os seus atos.

E qual é a justificativa, quando a pretensa declaração de utilidade pública é para atender a interesse do governo do estado (aeroporto) e a prefeitura alega que não tem dinheiro em caixa para fazer tudo o que é de sua responsabilidade?

Se a prefeitura declarasse de utilidade pública uma área equivalente à ocupada pela Favela da Mata, desapropriasse, executasse um loteamento com lotes urbanizados e os fornecesse aos favelados através de financiamento, poderiamos dar todo o apoio, não porque estivesse liberando a área para o aeroporto mas porque estaria dando qualidade de vida e de cidadania a essa população. Mas, por outro lado, se fosse feito um aeroporto novo, e o leite Lopes voltasse a ser o que nunca deixou de ser – um aeroporto de aviação geral – a Favela da Mata não estaria em área de exclusão e poderia ser urbanizada.  Dessa forma, a prefeitura, na defesa dos interesses maiores da cidade, deveria ser a principal defensora de um aeroporto novo.

Como os interesses que a prefeitura defende não se referem à qualidade de vida da população mas o de facilitar negócios imediatistas, defende a ampliação do Leite Lopes, mesmo que em prejuizo do desenvolvimento futuro  da cidade e da região que necessita de um aeroporto internacional a sério. 

Todos os técnicos consultados foram unânimes em afirmar que a área e localização do Leite Lopes não tem condições de conter um aeroporto internacional digno para Ribeirão e Região.

Só politicos leigos afirmam que pode e insistem nisso. E as suas justificativas beiram o limite da inteligência.


Não podemos esquecer que  Povo esclarecido jamais será iludido

E por isso

Em 2012 não vote em político de 3ª linha: vote em estadista

AEROPORTO AMPLIADO = MORADOR EXPULSO e MAL PAGO

E, como sempre

Congonhas em Ribeirão Não!
O Leite Lopes fica como está.
Novo aeroporto em nova área já!

COMPRA DA ÁREA ONDE SE SITUA A FAVELA DA MATA - IMPROBRIDADE ADMINISTRATIVA?

COMPRA DA ÁREA ONDE SE SITUA A FAVELA DA MATA
IMPROBRIDADE ADMINISTRATIVA?



Uma noticia deixou o Movimento Pro Novo Aeroporto espantado. Dizia assim:

Um auditor da justiça deve avaliar ainda este mês o valor da área particular de 80,2 mil metros quadrados que compreende a Favela da Mata, no Jardim Aeroporto. Segundo o secretário da Casa civil Layr Luchesi Junior, a Prefeitura está inclinada em comprar o terreno para realizar a remoção da favela do local, porém há divergência entre os valores oferecidos e o pedido pelos proprietários. Os moradores estão instalados em uma área considerada de risco, na cabeceira da pista do Aeroporto Leite Lopes, onde há o trânsito de aeronaves e existência de ruídos. “Em 30 dias teremos novidades.” [Gazeta de Ribeirão, 03/09/2011]

Vamos analisar a questão?

Existe um aeroporto administrado por um órgão estadual que produz poluição sonora. Em razão disso, é necessária a remoção de uma favela  que está localizada em área considerada de risco. Essa é a justificativa. Então quem será o responsável por essa remoção? O Governo do Estado ou a Prefeitura municipal?

E qual é o problema? Essa favela está localizada em área particular e por isso não pode ser expulsa pelo poder executivo. Qual a alternativa? Comprar, numa boa, o terreno do proprietário. Até aí tudo bem. Mas quem deve pagar esse valor? O Governo do Estado, responsável pela criação da área de risco ou o Municipio?

E qual é a lógica desse processo?  Se ocorrer essa compra, o terreno será municipal e ficará à disposição do DAESP ou ser-lhe-á oferecido, graciosamente? Ou teria outra destinação?

Não seria mais pratico que a prefeitura comprasse uma área equivalente, em local adequado, fizesse a urbanização necessária e depois financiasse aos moradores o terreno, através de verbas especificas e disponíveis,  e a cesta básica de materiais de construção assim como a necessária Assistência Técnica (que é obrigatória por Lei) e cada um dos favelados construiria a sua casa?

Considerar que a prefeitura tenha algum tipo de preocupação com a população e, em particular, da população pobre, é utopia. As últimas administrações tem como exclusiva preocupação a de gerar negócios para os amigos da corte. No caso presente, não poderia ser diferente. Vejamos, porquê.

Como o principal objetivo não é o de garantir a incolumidade pública (= segurança , garantia de isenção de riscos)  o projeto consiste em declarar a área como de utilidade pública, como pré-requesito para a desapropriação (amigável ou não). Desapropria, pede a reintegração de posse, expulsa os moradores e pronto, a área fica disponível.

Mas a área fica disponível para o quê?

Para liberar o aeroporto, expulsando gente que pretensamente impede a tal internacionalização do Leite Lopes, ou melhor dizendo, impede a implantação de um empreendimento de transporte de cargas, com exclusividade para uma determinada empresa que ganhou uma licitação para um terminal de cargas alfandegado, que só pode existir num aeroporto internacional, quando o Leite Lopes era apenas regional.

E o que vai fazer com a área libertada para facilitar esse empreendimento alfandegado? Pretende doar para o DAESP ou lotear para construção de galpões.

É claro que se essa hipotese fosse viável sob o ponto de vista empresarial e imobiliário, faz tempo que toda a comunidade favelada teria sido expulsa judicialmente e a área estaria com projeto aprovado, através de empresas do ramo (e não pela prefeitura) para a implantação de um negocião desses.

O pessoal da área  não dorme no ponto e não iria perder essa oportunidade de ganhar dinheiro.

É claro, partindo da premissa, que esse empreendimento fosse viável.  Como não é, não existem interessados.

Sobra apenas para a prefeitura brincar de imobiliária, fingindo estar preocupada com o desenvolvimento da cidade quando na verdade está apenas querendo “consolidar” uma politica de ampliação de um aeroporto inadequado para a região para atender aos interesses de uma empresa transportadora e tentar ganhar pontos de “estadista” para as próximas eleições.

A prefeitura pode brincar de imobiliária mesmo sem ter registro  no CRECI nem no SECOVI.  Pode ficar arquitetando mil alternativas para tentar  impor o seu projeto falido e insano, que já é repudiado inclusive por membros do proprio governo. 

Não faz a menor diferença, porque o Movimento está atento e conhece o endereço do Judiciário local, onde essas artimanhas podem ser discutidas.
Embora o executivo municipal tenha a prerrogativa de declarar de utilidade pública o que muito bem entender, isso não significa que possa fazer o que quiser e bem entender, já que necessita ter uma justificativa para todos os seus atos.

E qual é a justificativa, quando a pretensa declaração de utilidade pública é para atender a interesse do governo do estado (aeroporto) e a prefeitura alega que não tem dinheiro em caixa para fazer tudo o que é de sua responsabilidade?

Se a prefeitura declarasse de utilidade pública uma área equivalente à ocupada pela Favela da Mata, desapropriasse, executasse um loteamento com lotes urbanizados e os fornecesse aos favelados através de financiamento, poderiamos dar todo o apoio, não porque estivesse liberando a área para o aeroporto mas porque estaria dando qualidade de vida e de cidadania a essa população. Mas, por outro lado, se fosse feito um aeroporto novo, e o leite Lopes voltasse a ser o que nunca deixou de ser – um aeroporto de aviação geral – a Favela da Mata não estaria em área de exclusão e poderia ser urbanizada.  Dessa forma, a prefeitura, na defesa dos interesses maiores da cidade, deveria ser a principal defensora de um aeroporto novo.

Como os interesses que a prefeitura defende não se referem à qualidade de vida da população mas o de facilitar negócios imediatistas, defende a ampliação do Leite Lopes, mesmo que em prejuizo do desenvolvimento futuro  da cidade e da região que necessita de um aeroporto internacional a sério. 

Todos os técnicos consultados foram unânimes em afirmar que a área e localização do Leite Lopes não tem condições de conter um aeroporto internacional digno para Ribeirão e Região.

Só politicos leigos afirmam que pode e insistem nisso. E as suas justificativas beiram o limite da inteligência.


Não podemos esquecer que  Povo esclarecido jamais será iludido

E por isso

Em 2012 não vote em político de 3ª linha: vote em estadista

AEROPORTO AMPLIADO = MORADOR EXPULSO e MAL PAGO

E, como sempre

Congonhas em Ribeirão Não!
O Leite Lopes fica como está.
Novo aeroporto em nova área já!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

01 - Novo artigo no Blog do Márcio / 02 - Comunidade Dandara

01 -
LEIAM NO BLOG, www.marciofrancisco.blogspot.com ESTA SEMANA O BLOG É TODO DEDICADO A PREFEITA DE RIBEIRAO PRETO  DARCY VERA, QUE DESTRUIU AS CONTAS DO MUNICIPIO,DIVIDA CHEGA A R$ 600 MILHOES DE REAIS, LEIAM MAIS.
1- DARCY VERA DESTROE O CAIXA DE RIBEIRAO PRETO R$ 600 MILHOES EM DIVIDAS
2-NÃO TEM RAIO X EM RIBEIRAO PRETO, PREFEITA DESTROE A SAUDE DO MUNICIPIO
3-AEROPORTO DE RIBEIRAO É DESTRUIDO PELA PREFEITA,NEM ESGOTO LIGADO A REDE TEM,PRESIDENTE DO AEROCLUBE CHAMA PREFEITA DE DEMAGOGA.
                                O BLOG DE MARCIO FRANCISCO
             A prefeita de Ribeirao Preto disse que Foi Tiradentes que gritou independencia ou morte
                                       www.marciofrancisco.blogspot.com
 Sou o Jornalista que junto com o jornal Correio Braziliense descobriu e denunciou o jatinho de U$$ 7 milhões que derrubou o Ministro Wagner Rossi.Ajudei o Brasil.
__________________________________________________________  

02 - REDE DE APOIO E SOLIDARIEDADE ABRAÇA A COMUNIDADE DANDARA
 “A gente tem muita fé e coragem. A gente não está só. Quanto mais eles nos ignoram, mais aparece gente para nos apoiar.”

Maria do Rosário de Oliveira Carneiro[1]
Desde que a Comunidade Dandara, no bairro Céu Azul, em Belo Horizonte, MG, recebeu a notícia de que seria expedido o mandado de despejo no processo de reintegração de posse que tramita na 20ª vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, tem sido impressionante o grande número de manifestações de apoio e solidariedade à Comunidade no sentido de discordância com a decisão judicial e com a forma como o poder público do Estado de Minas tem tratado as 1.000 famílias que há 2,6 anos vivem na Dandara.
Pela internet estão sendo realizadas diversas campanhas de apoio a Dandara, inclusive internacional. De diversos cantos de mundo, grupos e pessoas têm encaminhado à Comunidade Dandara recados de apoio à Comunidade e contrários ao despejo. Na comunidade tem sido grande o número de visitantes, diariamente, presentes e apoiando as famílias. Um grupo de jovens apoiadores, inclusive, desde que soube da notícia do despejo, veio acampar e morar com as famílias de Dandara.
No último final de semana, 12 de outubro, dia das crianças, durante todo o dia, houve festa na Comunidade, com a presença de dezenas de apoiadores que, de muitas maneiras, contribuíram e se solidarizaram com as crianças que são centenas. Foi um dia de muita festa e de muito gesto solidário. “Aqui na Dandara, somos felizes. Brincamos, vamos à escola, participamos da comunidade e lutamos. Estamos aprendendo a lutar também com os sem terrinhas do MST”, dizem muitas crianças dandarenses.
Ontem, dia 16 de outubro, centenas de pessoas de diversos cantos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo, vieram abraçar a Comunidade Dandara. O dia começou animado, pela manhã com as famílias dandarenses enfeitando a comunidade e preparando para receber as visitas. Foi uma verdadeira primavera de solidariedade.
Às 13:00h, as pessoas foram chegando, trazendo faixas de apoio e muito calor humano. Foram diversas entidades, movimentos sociais e populares, religiosos/as, faculdades e universidades, sindicatos, professores, padres, igrejas diversas, estudantes, comunidades vizinhas, artistas e famílias. Também se fizeram presentes diversas instituições através de telefonemas e emails, justificando a ausência física, mas afirmando o apoio à luta das famílias.
A Comunidade Dandara, com bandeiras vermelhas asteadas sobre todas as casas, sinalizava a resistência, o sangue aguerrido de sua gente que insiste em dizer que sua luta é justa, legítima, urgente e necessária. Insiste ainda em dizer, sobretudo, que não pode sair de Dandara porque não tem para onde ir, porque o lugar, chamado Dandara é uma conquista, tem sido libertação, tornou-se um projeto de vida para milhares de pessoas, sobretudo para centenas crianças. O sonho de Dandara não pode ser abortado! Após a morte de duas crianças na Dandara – Beatriz e Estefânia -, que morreram carbonizadas em um barraco de 4 metros quadrados, volta e meia o arco-íris vem visitar a Comunidade acordando em todos a certeza de que o Deus da vida vibra de alegria com a luta de Dandara.
Com músicas, falas dos apoiadores e muita animação, o grande abraço aconteceu, inclusive com Ato Ecumênico para pedir a bênção divina e a sua proteção. Quinhentas crianças do MST, os sem terrinha, marcaram presença. Recitaram poesia para Dandara, cantaram músicas e deram gritos de luta, solidários com as crianças e as famílias de Dandara. “Mexeu com Dandara, mexeu com os sem terrinhas e com o MST”, gritavam todos. Uma onda de energia revolucionária contagiava a todos.
De maneira organizada e em marcha, nove moradores de Dandara, cada um com uma grande bandeira vermelha, foi seguindo para um determinado ponto, dentro da comunidade, acompanhados de centenas de apoiadores e moradores. Em seguida, ao som de foguetes, com gritos e hinos, o povo foi se espalhando, dando as mãos e abraçando a Comunidade Dandara. Um helicóptero de amigos parceiros sobrevoou a comunidade durante o ABRAÇO A DANDARA e registrou a beleza profética e política do que estava acontecendo.
A comunidade Dandara possui um território de 330 mil metros quadrados (= 33 hectares). Entorno de toda a comunidade estavam cerca de 3 mil pessoas de mãos dadas, simbolicamente e concretamente, dizendo para as autoridades que não concordam com a decisão que decretou o despejo das 1.000 famílias de Dandara e que esta decisão não pode ser cumprida.
Este abraço veio confirmar a força que tem o povo de Dandara. Força visível na luta de cada dia, na organização interna, na convicção de seus direitos e no imenso apoio que a comunidade tem da sociedade. Apoio em Belo Horizonte, em Minas Gerais, no Brasil e no mundo. Tem razão quando diz Dona Maria, moradora de Dandara. “A gente tem muita fé e coragem. A gente não está só. Quanto mais eles nos ignoram, mais aparece gente para nos apoiar”.
Parabéns, comunidade Dandara! Vocês estão construindo história verdadeira, construindo outro mundo possível, com ternura e resistência. Belo Horizonte, 17 de outubro de 2011.