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domingo, 17 de maio de 2015
No Parque Rubem Cione, jaz o abandono do Governo
Parque Rubem Cione, projeto anunciado em 2008 e que deveria ter sido concluído em 2013. Ao invés de parque o que existe no lugar dele é uma área verde abandonada pela Administração Pública.
O suposto parque fica próximo a Casa Amarela. Casarão pertencente à antiga área da Fazenda Baixadão, localizada na zona oeste de Ribeirão Preto, no bairro Mário Paiva Arantes.
Ambas as áreas, Casa Amarela e Parque Rubem Cione, pertencentes ao mesmo complexo, poderiam estar, há tempos, proporcionando atividades culturais, esportivas e de lazer para várias comunidades de vários bairros da região oeste de Ribeirão. Seriam milhares de pessoas atendidas naquela região, e, por conseguinte, mais pontos de lazer, esporte e cultura ofertados pela cidade aos seus moradores. Mas não, o que impera é o abandono.
Atrás do portal imponente deveria existir um dos maiores parques de Ribeirão Preto. Mas prevaleceu o completo descaso do Poder Público, e o projeto do parque virou matagal.
O Ministério Público investiga as obras no parque. Recentemente o Ministério Público e a Cetesb fizeram uma visita técnica no local. Um termo de compromisso foi firmado com a Prefeitura. Ficou referendado o dever da Administração Municipal finalizar as obras no lugar, transformá-lo em um parque e recuperar a área ambiental que foi degradada.
Tanto no Parque Rubem Cione quanto na Casa Amarela, obras pertencentes ao mesmo complexo, com pouco investimento financeiro, nós, população, teríamos os benefícios que a área tem capacidade de produzir, e são muitos benefícios. Na prática, o que foi acordado pelo Governo com a comunidade, não foi executado pelo Governo. Então, de que adianta todo o projeto, toda propaganda, todas as reuniões do projeto se na prática o Município não executa o que foi acordado. Ambos são exemplos do mau funcionamento da gestão municipal.
O parque e um espaço para muitas atividades, abrangendo a de lazer, mas não só ela. É um espaço de encontro, de convivência, de cultura, de ecologia, de educação ambiental, de exposição, de articulação, de troca de idéias, notadamente quando este parque está localizado em bairros carentes das cidades. Ai, um espaço para tudo isso se faz ainda mais necessário. Extrapola a medida do conveniente para preencher o peso da necessidade.
Mas, talvez, por isso mesmo a obra esteja relegada à própria sorte. É sabido e é histórico a exclusão dos menos favorecidos financeiramente dos acessos a direitos. O Município, por vezes, exclui da cidade seus moradores através de ações mascaradas e camufladas sob o subterfúgio da ausência de possibilidades financeiras do Município. Mas se o subterfúgio não fosse verdadeiro por que o parque da zona sul (Parque Raya) existe, é bonito e funciona, e o Parque Rubem Cione não passa de um matagal há anos?
A possibilidade financeira do Município funciona melhor na zona sul ou os moradores da zona sul precisam mais de parques do que moradores de outras regiões da cidade?
De norte a sul, parques são sempre bem-vindos, e, mais do que isso, são necessários. O que estraga a receptividade é saber que enquanto uns comemoram na zona sul outros choram nas demais regiões da cidade. Uma cidade para todos, ao revés, fará com que todos possam comemorar juntos, em uma festa sem exclusão. Isso é igualdade. A mesma igualdade que faz com que o céu azul de Ribeirão, brilhante e sedutor, que parece um oceano sobre nossas cabeças, exista em toda a cidade, sobre todos os moradores. Se estamos nas ruas da zona sul ou do zona norte, olhamos para o céu, e ele está lá, do mesmo jeito, proporcionando as mesmas oportunidades de beleza, luz e inspiração a todos, sem exclusão. Basta olhar para o céu ou sentir sua energia.
Raquel Montero
http://raquelbencsikmontero.blogspot.com.br/2015/05/parque-rubem-cione-jaz-o-abandono-do.html
O suposto parque fica próximo a Casa Amarela. Casarão pertencente à antiga área da Fazenda Baixadão, localizada na zona oeste de Ribeirão Preto, no bairro Mário Paiva Arantes.
Ambas as áreas, Casa Amarela e Parque Rubem Cione, pertencentes ao mesmo complexo, poderiam estar, há tempos, proporcionando atividades culturais, esportivas e de lazer para várias comunidades de vários bairros da região oeste de Ribeirão. Seriam milhares de pessoas atendidas naquela região, e, por conseguinte, mais pontos de lazer, esporte e cultura ofertados pela cidade aos seus moradores. Mas não, o que impera é o abandono.
Atrás do portal imponente deveria existir um dos maiores parques de Ribeirão Preto. Mas prevaleceu o completo descaso do Poder Público, e o projeto do parque virou matagal.
O Ministério Público investiga as obras no parque. Recentemente o Ministério Público e a Cetesb fizeram uma visita técnica no local. Um termo de compromisso foi firmado com a Prefeitura. Ficou referendado o dever da Administração Municipal finalizar as obras no lugar, transformá-lo em um parque e recuperar a área ambiental que foi degradada.
Tanto no Parque Rubem Cione quanto na Casa Amarela, obras pertencentes ao mesmo complexo, com pouco investimento financeiro, nós, população, teríamos os benefícios que a área tem capacidade de produzir, e são muitos benefícios. Na prática, o que foi acordado pelo Governo com a comunidade, não foi executado pelo Governo. Então, de que adianta todo o projeto, toda propaganda, todas as reuniões do projeto se na prática o Município não executa o que foi acordado. Ambos são exemplos do mau funcionamento da gestão municipal.
O parque e um espaço para muitas atividades, abrangendo a de lazer, mas não só ela. É um espaço de encontro, de convivência, de cultura, de ecologia, de educação ambiental, de exposição, de articulação, de troca de idéias, notadamente quando este parque está localizado em bairros carentes das cidades. Ai, um espaço para tudo isso se faz ainda mais necessário. Extrapola a medida do conveniente para preencher o peso da necessidade.
Mas, talvez, por isso mesmo a obra esteja relegada à própria sorte. É sabido e é histórico a exclusão dos menos favorecidos financeiramente dos acessos a direitos. O Município, por vezes, exclui da cidade seus moradores através de ações mascaradas e camufladas sob o subterfúgio da ausência de possibilidades financeiras do Município. Mas se o subterfúgio não fosse verdadeiro por que o parque da zona sul (Parque Raya) existe, é bonito e funciona, e o Parque Rubem Cione não passa de um matagal há anos?
A possibilidade financeira do Município funciona melhor na zona sul ou os moradores da zona sul precisam mais de parques do que moradores de outras regiões da cidade?
De norte a sul, parques são sempre bem-vindos, e, mais do que isso, são necessários. O que estraga a receptividade é saber que enquanto uns comemoram na zona sul outros choram nas demais regiões da cidade. Uma cidade para todos, ao revés, fará com que todos possam comemorar juntos, em uma festa sem exclusão. Isso é igualdade. A mesma igualdade que faz com que o céu azul de Ribeirão, brilhante e sedutor, que parece um oceano sobre nossas cabeças, exista em toda a cidade, sobre todos os moradores. Se estamos nas ruas da zona sul ou do zona norte, olhamos para o céu, e ele está lá, do mesmo jeito, proporcionando as mesmas oportunidades de beleza, luz e inspiração a todos, sem exclusão. Basta olhar para o céu ou sentir sua energia.
Raquel Montero
http://raquelbencsikmontero.blogspot.com.br/2015/05/parque-rubem-cione-jaz-o-abandono-do.html
quinta-feira, 14 de maio de 2015
terça-feira, 5 de maio de 2015
Fórum Permanente de Discussão da Política de Atendimento em Saúde Mental
CONVITE
Prezado (a) Senhor (a)
A Presidente do Fórum Permanente de Discussão da Política de Atendimento em Saúde Mental no Município
de Ribeirão Preto, Vereadora Gláucia Berenice,
conforme a resolução nº 52, de 22 de junho de 2009, vem por
meio deste convidar Vossa Senhoria para a Assembleia do Fórum
a ser realizada no dia 06/05/2015 as 9:00 hs no Salão
Nobre, da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, quando a Sra.
Ivani Fava Neves, Assistente Social,
Presidente da Mucapp ( Associação Pró-Mutirão da Casa Popular de Piracicaba)
ministrará a palestra “Construindo Casas e Reconstruindo Vidas”,
tema do seu livro. Estaremos discutindo este tema pois o
Fórum de Saúde Mental tem se reunido para construir o
projeto “Mutirão
Solidário” para
a inclusão destes usuários na habitação.
Esperamos contar com vossa indispensável presença, aproveito para reiterar votos de elevada estima e
distinta consideração.
Desde já, agradeço a atenção e coloco-me a
disposição para qualquer esclarecimento.
Atenciosamente,
GLÁUCIA BERENICE
No Mário Paiva Arantes, uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada
Artigo
publicado hoje, 28/04/15 no jornal Tribuna
O
que não é ocupado de uma forma, é ocupado de outra. Para o que não se atribui
função útil, inútil ficará. O que não se faz produzir, improdutivo será.
Assim
aconteceu com a Casa Amarela. Casarão pertencente à antiga área
da Fazenda Baixadão, localizada na zona oeste de Ribeirão Preto, ao
lado da área verde, também abandonada pela Administração Pública e que o
Governo Dárcy Vera denominou de Parque Rubem Cione, no bairro Mário
Paiva Arantes.
Ambas
as áreas, Casa Amarela e Parque Rubem Cione, pertencentes ao mesmo
complexo, poderiam estar, há tempos, proporcionando atividades culturais,
esportivas e de lazer para várias comunidades de vários bairros da região oeste
de Ribeirão. Seriam milhares de pessoas atendidas naquela região, e, por
conseguinte, mais pontos de lazer, esporte e cultura ofertados pela cidade aos seus
moradores.
Mas
não, o Governo não agiu naquela área e o que ficou foi o abandono. Do abandono
veio a depredação, dilapidação, negação de direitos, mais pessoas deixando de
ter mais uma área na cidade para usufruir de cultura, esporte, lazer, meio ambiente.
E da
persistência do abandono e da inação do Governo em dar função produtiva e
social às áreas, vieram também as reivindicações. Moradores da região
protocolaram diversos pedidos de providências para a Casa
Amarela. Fizeram manifestações e mostraram a preocupação que o próprio
Governo não demonstrou.
Foram
feitas várias reivindicações e vários protestos para reivindicar a
revitalização da Casa Amarela, que estava incluída, desde 2011, no
programa Governo nos Bairros, criado pelo atual Governo em 2010.
A
revitalização prometida dentro do programa Governo nos
Bairros deveria ter sido executada em 2012, porém, até agora, não foi, e
não há nenhum sinal de seu, sequer, início. Pelo Programa, um milhão deveria
ter sido investido naquela região.
E a
continuidade do abandono da área por parte do Governo, levou também a um
incêndio da Casa Amarela. Teto, assoalhos, portas e janelas de
madeira do prédio antigo da Fazenda Baixadão, jazem como carvão. Só
ficaram as paredes, agora de cor cinza, para lembrar que ali, em algum tempo, o
prédio estava a disposição para ser utilizado com muitos benefícios para
milhares de pessoas, servindo ainda para integrar mais um patrimônio público da
cidade.
Qual
crime é maior; abandonar ou incendiar? Se o incêndio foi criminoso ou não,
compete à Polícia Civil descobrir, mas, já sabemos que, concomitantemente à
natureza criminal ou não do ato, está a culpa indisfarçável do Governo
municipal, que, através de sua inação em revitalizar a área, contribuiu
indubitavelmente para a o incêndio do prédio, porque se ocupado de maneira útil
estivesse, estaria com pessoas o utilizando e se beneficiando das diversas
atividades culturais, esportivas e de lazer que a área tem potencialidade para
proporcionar.
Estaria assim, com a Guarda Municipal cuidando do patrimônio
público e, principalmente, com energia de vida produtiva na área, que cria
outra atmosfera e atraí outras sintonias. É a energia criadora que inspira e
constrói, ao contrário da energia do abandono, que destrói e perverte.
Mas,
contudo, se houver vontade política, podemos dar uma guinada nessa situação.
Com vontade real, tudo é possível de ser transformado. O incêndio que destruiu
a estrutura material, não conseguiu destruir a causa, que, imaterializada,
consegue, também por isso, ser mais forte e indestrutível.
A
causa relativa a conseguir a revitalização da Casa Amarela, continua,
e agora, com mais provas concretas do prejuízo que o abandono do Governo pode
causar à coletividade e como se faz imprescindível combater este abandono por
parte de cada um de nós.
Raquel
Montero
quarta-feira, 29 de abril de 2015
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Os EVENTOS PUTZ, o PARQUE PERMANENTE DE EXPOSIÇÕES e o RIBEIRÃO RODEIO MUSIC
EVENTO PUTZ – aqui é empregado com o mesmo
sentido no artigo de Arnaldo Jabor e que pode ser resumido na capacidade de
meia dúzia de sem-noção serem explorados por empresários espertos que promovem
eventos, com grave perturbação do
sossego das comunidades do entorno e com
o beneplácito do poder público.
Novamente
o martírio dos pobres coitados dos moradores do entorno do Parque de exposições
onde vai ocorrer mais um evento PUTZ que previa incluir o rodeio como esporte e
em seguida um festival de música.
O
rodeio não vai acontecer mais a não ser que os organizadores levem essa
aberração para fora da área urbana. Quem disse isso? A legislação em vigor, que
o Ministério Público exigiu que fosse cumprida e o judiciário consolidou por
liminar.
Temos
uma ótima sugestão para onde levar o rodeio: para outro planeta.
Resta,
no entanto, o que eles chamam de evento cultural, ou seja, o festival de música
cuja zoeira decibélica vai atordoar o
sono de 2 finais de semana de dezenas de milhares de trabalhadores para que os
fofinhos da classe média possam passar a noite toda pulando e esperneando
iguais a cabritos, bem turbinados (sem turbinação ninguém agüenta ficar
encabritado por todo esse tempo).
Mas
se alguém quer participar de um evento desses, o que é que nós temos a ver com
isso?
É
o local que não é adequado. O som ultrapassa os limites biológicos de quem quer
e precisa descansar depois de uma semana inteira de trabalho duro.
Que
esses eventos sejam feitos em local longe da área urbana, que não perturbe as
populações que são obrigadas a alugar os seus ouvidos para que o showbiz ganhe
dinheiro e leve toda a grana embora, deixando apenas uns trocados, inclusive
com a prefeitura, que cobra uma verdadeira merreca para alugar um espaço que
foi planejado para ser um Centro de Exposições.
Mas
esta é a prefeitura que nós temos: mui
amiga dos empresários e a cidade que se dane. Principalmente porque os
prejudicados são os pobres trabalhadores pobres, que moram no entorno desse
Parque de Exposições onde não acontece nenhuma exposição.
E,
como a gente já sabe, para a prefeitura e os empresários do showbiz, pobre é um
quase-gente, que não tem muitos direitos perante a fuçanguice pelo lucro.
Em 2014, em
vistoria prévia feita pelo Ministério Público ao local, constataram a seguinte situação de manutenção
e também da civilidade dos frequentadores desses eventos:
Só mesmo sem-noção podem pagar
os preços dos tais eventos culturais
do PUTZ e
conviver com todo este
estado de manutenção de sanitários
e do lixo por todo o
lado.
Talvez estejam bem chapados ou
alienados para conviverem com isso
e terem coragem de voltarem para
o próximo.
Foto: Paulo Souza/ EPTV in G1 Ribeirão Franca 08/04/2014
Nessa
inspeção onde o abandono e o mau uso ficaram patentes, um dos promotores
avaliou, ressaltando o desvio de finalidade do parque, a realização de festas
particulares com o agravante de que “este é um espaço público que não dá
retorno algum para a comunidade”.
Essas
festas particulares são aquelas em que toda a comunidade do entorno fica sem
dormir por causa do ruído excessivo que dura a noite toda.
Como a
frequência desses eventos é de classe
média e os atingidos são os pobres, é possível que possamos considerar esse
abuso como sendo um conflito de classe.
Este
problema tem solução? Depende apenas de nós, Ano que vem tem eleições. Não
transforme a urna num vaso sanitário. Vote consciente!

justiça
concede liminar que barra rodeio em Ribeirão
http://www.jornalacidade.com.br/noticias/cidades/NOT,2,2,1053682,Justica+concede+liminar+que+barra+rodeio+em+Ribeirao.aspx
A
Justiça deferiu liminar impetrada pelo Ministério Público que impede a
realização de rodeio no evento Ribeirão Rodeo Music, entre os dias 25 de abril
e 3 de maio, no Parque Permanente de Exposições. Entre as atrações estão
previstas as provas de montaria e outras modalidades com animais.
A ação
dos promotores Antonio Alberto Machado e Ramon Lopes Neto, ambos do Ministério
Público Estadual de Ribeirão Preto, é baseada em norma estadual que proíbe a
realização de eventos de montaria, como rodeios, dentro do perímetro urbano.
“Recebemos
uma representação da OAB questionando a realização do Ribeirão Rodeo Music por
conta dessa legislação do nosso Estado”, explica Ramon.
O
decreto estadual citado é o 40.400/95. De acordo com o artigo 23, é proibida a
realização de eventos de montaria como rodeios em perímetro urbano.“Isso não
impede a realização dos shows normalmente”, diz o promotor Ramon.
Ramon
ainda explica que caso seja viável aos realizadores do evento mudarem o local
para uma área rural, as montarias podem ser realizadas. Os organizadores
afirmam que já entraram com recurso e aguardam decisão judicial.
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